sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Prefeito eleito de Marabá quer renunciar

Prefeito eleito nas eleições municipais deste ano, em Marabá, no sudeste paraense, Sebastião Miranda Filho (PTB) deve oficializar hoje a sua decisão de abdicar da cadeira de gestor do município. A notícia foi confirmada por um vereador de confiança ligado à base política do ex-deputado, que prefere não se identificar. O político deve encaminhar a carta de renúncia à presidência da Câmara de Vereadores comunicando sua decisão. Tião Miranda estaria com problemas de saúde que o motivaram a decidir pela renúncia, antes mesmo de tomar posse do cargo. 
 Ao se confirmar a decisão, o vice da chapa vencedora, Antônio Carlos Cunha Sá, deve ser diplomado como prefeito no dia primeiro de janeiro. Não está descartado, porém, que Miranda possa ser convencido a mudar a decisão por familiares e aliados políticos. No entanto, o prefeito eleito tem dito para pessoas próximas que vai renunciar até a manhã de hoje.
 Segundo o vereador, Tião Miranda explica que, aos 60 anos, não estaria mais disposto a enfrentar as adversidades da política, principalmente neste momento em que o País enfrenta sua maior crise econômica, penalizando, principalmente, prefeituras com poucos recursos para fazer frente às demandas crescentes. O prefeito eleito também reflete sobre a necessidade de dedicar-se em tempo integral ao tratamento de saúde ao qual está sendo submetido.

REPERCUSSÃO

A provável confirmação da renúncia de Tião Miranda no meio político de Marabá está deixando seus correligionários tristes. Até mesmo a ex-prefeita de Rondon do Pará, Cristina Malcher, foi ontem à tarde a Marabá para tentar demover a ideia de renúncia do prefeito eleito. Em redes sociais, algumas pessoas chegaram a divulgar na tarde de ontem a hashtag #ficatiao.

Leia matéria completa no Diário do Pará

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Jones adia anúncio do secretariado


O prefeito Jones William e seu vice Artur Brito

O tão esperado anuncio do secretariado do novo prefeito de Tucuruí, Jones William (PMDB), foi adiado. O anuncio seria feito numa coletiva de imprensa marcada para as 17 horas de hoje (28/12).
Em recente entrevista a uma emissora de rádio Jones disse que ainda não havia fechado a lista devido ao grande número de lideranças e pessoas capacitadas e, portanto, aptas a compor o governo que o apoiaram na campanha eleitoral. Outro problema seria a acomodação das diversas forças políticas. Doze partidos fizeram parte da coligação que venceu o pleito. Vamos esperar a nova data.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Roquevan se defende, acusa justiça de perseguição e denuncia prefeito Sancler de tentar compra-lo


Líder do MAB, Roquevam, fala sobre sua condenação aos jornalistas
Em entrevista coletiva à imprensa concedida na tarde de hoje (14/01/2016) no escritório de seu advogado, o Líder do Movimento dos Atingidos por Barragens, Roquevam Alves Silva, se defendeu das acusações que levaram à sua condenação, em primeira instância pela Justiça Federal de Marabá devido a ocupação da Usina Hidrelétrica de Tucuruí (UHT), em 2007.

Ele disse que alguns supostos crimes, como o de formação de quadrilha, estão prescritos. Sobre o crime de cárcere privado afirmou que não existiu e que a prova é que houve troca de turno normalmente no dia da ocupação. Roquevam disse ainda que não anda armado e que não orientou ninguém a levar armas para a Usina. Sobre os coquetéis molotov, disse que não foi ele que jogou e que na hora estava em outro lugar. O líder do MAB acusou ainda a empresa Camargo Correa de pagar funcionários para depor contra ele dizendo que houve cárcere privado.

Ele disse que não irá fugir e que não acreditar na sua prisão, pois confia em deus. Roquevam questionou a relativa pressa na sua condenação em relação a processos contra a Eletronorte, que já duram cerca de vinte anos. Ele também questionou o fato de ser condenado enquanto crimes como o desvio de 38 milhões de Reais da prefeitura de Tucuruí estão sendo esquecidos pela justiça.

Roquevam também revelou que foi procurado pelos vereadores Davison Freway (PSDB) e Vieira (PDT), que, em nome do prefeito ofereceram empregos, combustível e dinheiro para que “maneirasse” nas mobilizações e nas denúncias de corrupção na prefeitura de Tucuruí. Segundo ele, tudo foi gravado e está em posse do Procurador Federal de Tucuruí, porém nenhuma providência foi tomada até agora.
Roquevam, que também é presidente do PCdoB no município de Tucuruí, no Pará, disse que está preocupado com a sua segurança pessoal e de sua família. Recentemente quatro homens tentaram entrar em sua residência e constantemente surgem boatos em redes sociais noticiando sua morte.