quinta-feira, 2 de julho de 2015

Democracia pra avançar no Sintepp (Parte II)

Um pequeno e muito simples artigo do comunista, professor e sindicalista Augusto César Petta se mostra bastante esclarecedor para começarmos a discutir um sindicato com novas feições a partir da análise de alguns erros cometidos por velhas e viciadas praticas sindicais, como vemos no Sintepp de Tucuruí. O título desse artigo, que se desdobra em dois textos, em si já é bastante instigante: “Dez perguntas aos sindicalistas”.
 
É impossível lê-lo e de imediato não começar a repensar as práticas já cristalizadas por aqui. Parece que Petta está falando diretamente a nós, alertando e mostrando uma saída. Ele se debruça sobre questões simples e corriqueiras que deveriam ser melhor consideradas, mas que não são por que reina uma concepção arcaica e cada vez mais retrograda, que já cegou os mais antigos e contamina as novas gerações de sindicalistas e sindicalizados menos atentos.

Vamos aos questionamentos mais interessantes. 1. Os novos diretores recebem informações? Não, eles são colocados propositalmente às margens dos acontecimentos do dia a dia das atividades sindicais; 2. Existe debate? Não, e o resultado disso é um sindicato sem opinião na sociedade, que não dá conta nem de sua seara, quanto mais dos problemas comuns a coletividade dos trabalhadores e cidadãos; 3. Existe formação? Não, o que existe é deformação a ponto de diretores liberados para as atividades defenderem posições e terem concepções ultra conservadoras; 4. Visitam as empresas (no caso aqui, as escolas)? Não, em sua maioria reina a acomodação, como se a liberação para exercer um mandato classista fosse um escape à terrível atividade em sala de aula; 5. A categoria tem oportunidade de se expressar? Não, as atividade sindicais se resumem quase que totalmente às discussões de Data-Base, com assembleias monologas, com pouca abertura para a discussão; 6. Existe planejamento? Não, nenhum praticamente, tratando-se as coisas do dia a dia a toque de caixa; Existe avaliação? Melhor não comentar, né?

Como podemos ver, são coisas simples e que deviam ser corriqueiras no dia a dia das atividades sindicais. Deveriam ser naturalmente aplicadas, mas não são. Falta uma visão mais ampla, que permita fazer uma transição de uma concepção personalista para uma mais coletiva, que fale na primeira pessoa do plural e não na primeira do singular.

Prof. Augusto Magalhães

Veja os textos que citei:

1. Dez perguntas aos sindicalistas

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