segunda-feira, 22 de junho de 2015

Democracia pra avançar no Sintepp! (Parte I)

Duas cabeças pensam melhor que uma. É o que diz o velho adágio popular com toda a propriedade. Se esta máxima é verdadeira, o que poderíamos dizer desta outra: “vinte cabeças pensam melhor que uma”?

Vinte cabeças é o número que compõe atualmente a coordenação do Sintepp-Tucuruí. São vinte valorosos companheiros e companheiras que se dispuseram, de forma nobre, a dedicar uma parte de seu tempo à causa da categoria. Essa informação nos leva a crer que temos uma coordenação pujante, que debate coletivamente os problemas da categoria e propõe soluções discutidas igualmente de forma coletiva. Ledo engano.

O debate coletivo tem sido sistematicamente prejudicado dentro do Sintepp-Tucuruí pelos que o controlam com mão de ferro. Para ter uma ideia, a atual coordenação, que assumiu em novembro de 2013, só se reuniu completamente uma única vez nestes 17 meses que se passaram. Esta reunião de que falo foi a que decidiu os que seriam liberados para atuar no sindicato.

E por que não reúne? Bem, o que tenho ouvido nas muitas vezes em que cobrei reuniões foi uma pérola já bastante desgastada: “não adianta convocar reunião que ninguém vai aparecer”. Acredito que essa desculpa não tem sustentação nenhuma na realidade, pois de outro lado, conversando com alguns coordenadores ouço as mesmas queixas que faço: “o Sintepp deveria reunir periodicamente, mas não faz não entendo por que”.

Diante dessa situação, as decisões vão sendo tomadas de forma uni ou bilateral, em conversas informais entre parceiros de interesses políticos e em detrimento da participação legitima de quem foi eleito para a coordenação da sub-sede. Digo mais: essa exclusão é consciente e articulada.

Procurando tergiversar diante das cobranças por discussões mais democráticas e respeito aos fóruns de decisões do Sintepp, a coordenação geral concordou algumas poucas vezes com as reuniões, porém pouco esforço envidou para que acontecesse, convocando para data e horário que impossibilitavam a participação da maioria. Parecem ignorar que quase todos os coordenadores trabalham nas escolas e nem todos estão liberados. O resultado foi sempre reuniões esvaziadas, sem quórum e apressadas.

Acredito que o cuidado com a democracia, sobretudo internamente e entre companheiros, é fundamental para termos um Sintepp coeso, robusto e preparado para enfrentar as grandes batalhas que se apresentam à categoria. Tolher o debate e tergiversar diante disto só prejudica o avanço da luta.

Acredito seriamente que vinte cabeças poderiam pensar melhor que uma ou duas. Que fiquem essas palavras para reflexão dos que não quiseram ouvi-las no momento e local adequado, como deveria ser. Tenho certeza que, não querendo ouvi-las, terão agora a oportunidade de lê-las.

Prof. Augusto Magalhães

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