segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Entrevista: Jones fala sobre sua conversa com o senador Paulo Rocha e o Ministro da Pesca, Helder Barbalho

Jones é recebido pelo Ministro da Pesca, Helder Barbalho, além de outras lideranças políticas paraenses, como o senador Paulo Rocha (PT),  e os Deputados Zé Geraldo (PT) e Simone Morgado (PMDB)
Uma comitiva liderada pelo presidente do PT de Tucuruí, Jones William, partiu da cidade na madrugada do dia 30 de janeiro, rumo à Brasília, encarando mais de 2000 Km de estrada até o centro do poder para prestigiar a posse das bancadas do partido na Câmara e no Senado.
Mas não era apenas isso. Jones tinha em mente ser recebido no gabinete do senador petista Paulo Rocha para discutir questões relacionadas a Tucuruí, como o derrocamento do Pedral do Lourenço e a construção da terceira etapa da usina hidrelétrica. Outro objetivo era ser recebido pelo ministro da pesca, o paraense Helder Barbalho, com quem deveria conversar sobre o potencial da região no setor.
Por outro lado, numa pauta mais política, Jones pretendia angariar algum apoio para uma possível candidatura do partido à prefeitura do município. Na última eleição, ocorrida em 2012, o petista ficou em segundo lugar com 30,55% dos votos e é visto hoje como o nome mais forte para derrotar o atual consórcio que administra a cidade.
Na manhã do último domingo (08/02) estive na residência do Jones. Fui retribuir uma visita que me havia feito há umas duas semanas e não resisti à curiosidade: perguntei o que ele havia conversado, de fato, com Rocha e Helder, além de outras lideranças paraenses lá no centro do poder.
Leia agora uma entrevista na qual Jones fala tudo o que aconteceu na sua visita à Brasília.
Expressão: Bom dia Jones. Qual a importância dessas visitas que você fez ao senador Paulo Rocha e ao ministro da pesca, Helder Barbalho?
Jones: Bom dia Augusto. Foi importante por que nossa intenção é trazer a volta do desenvolvimento para o Município e para a Região. Nós passamos pela primeira e segunda etapa da construção da usina, pela construção das eclusas e após essas três grandes obras ficamos praticamente parados. Então eu acredito que novos projetos para gerar investimentos e empregos aqui passam por Brasília, já que Tucuruí é um polo de investimento do governo federal.
Expressão: E você sentiu que houve boa receptividade, interesse pelas demandas de Tucuruí e da Região?
Jones: Sim, todos dois, tanto o senador quanto o ministro da pesca foram muito receptivos. Nos receberam prontamente em seus gabinetes, sem cerimônias e com bastante interesse. No caso do Paulo Rocha, ele destacou a necessidade urgente do derrocamento do Pedral do Lourenço para finalmente termos de volta a navegabilidade de grandes embarcações no Tocantins. Assim teremos transporte de soja, minérios e insumos pela Região, podendo Tucuruí se transformar num importante entreposto. Outra preocupação do senador é quanto a construção da terceira etapa da usina.
Quanto ao Helder, senti que o ministro vê nossa Região como um grande potencial pesqueiro e deve realizar grandes investimentos na região. Ele já tem pensado alguns projetos, que discutimos, como o da criação de pescado em tanques-rede, o que pode ajudar a alavancar a economia local. Ainda mais se pensarmos no beneficiamento desse pescado aqui mesmo na Região do Lago.
Expressão: E o porto? Não falta um porto aqui?
Jones: Falta sim, e por duas vezes, no orçamento da União, o Dep. Zé Geraldo (PT) colocou emendas para um projeto de construção de um porto em Tucuruí e ainda não conseguimos realizar esse empreendimento, mas nós estamos constantemente conversando com as lideranças como o próprio Zé Geraldo, também a Dep. Simone Morgado, do PMDB, com quem temos uma importante relação, que recentemente esteve em Tucuruí. Eu vejo com extrema importância esse porto do ponto de vista do fluxo de pessoas e num futuro próximo de materiais, insumos e mercadorias.
Expressão: Nessa ida à Brasília você fez contato com outras lideranças políticas?
Jones: Nós fomos daqui com o empresário Alexandre, com o Amizade, que é um companheiro do PMDB de Novo Repartimento e que inclusive foi candidato a prefeito, e o meu ex-chefe de gabinete, José Igalcí. Lá estivemos com o Senador/suplente Valdir Ganzer (PT) e conversamos também com o Parsifal Pontes. Nessa viagem tivemos a oportunidade de conversar com a Dep. Simone Morgado, que foi muito simpática, se colocou à disposição e vai estar fazendo uma visita aqui na Região muito em breve. Conversamos com o Zé Geraldo que é um parlamentar muito atuante na Região e acredito que um dos maiores conhecedores de estradas aqui no Pará. Se hoje a transamazônica esta asfaltada é porque ele dedicou grande parte do mandato para isso. O deputado também tem se dedicado à manutenção da transcametá, entre outras obras.
Expressão: Qual sua opinião em relação a bancada do Pará que você viu lá no Congresso?
Jones: Eu acredito que é uma boa bancada. Principalmente do ponto de vista político, hoje temos dois senadores muito afinados com o governo federal. Tivemos uma perda na Câmara, mas mantivemos o Dep. Zé Geraldo e o Dep. Beto faro (PT), que faz um excelente trabalho junto aos movimentos sociais e é mais ligado à agricultura, temos também a Dep. Simone Morgado, que é próxima de Tucuruí, além de outros. Eu acredito que com a união de todos o Pará tem muito a ganhar. O Pará que depois de muito tempo volta a ter um ministro. O que temos que saber fazer é pressionar, correr atrás. Principalmente prefeitos, vereadores e o povo organizado.
Expressão: Você acredita numa unidade pra lançar uma única candidatura oposicionista à prefeitura de Tucuruí?
Jones: Acredito muito, mas o que eu posso dizer é que estamos trabalhando pra formar um grande grupo que tenha um olhar de futuro sobre Tucuruí. Temos tentado agregar lideranças que tenham vontade de construir uma cidade melhor e isso não vem de hoje é um exercício já antigo. Nossa vontade é juntar toda a oposição ao governo que está aí, que não preza pela valorização do professor, do servidor em geral, que não tem administrado os recursos da forma que deveria ser. Estão aí as notícias sobre o grande débito da prefeitura com o Instituto de Previdência, com o comércio em geral. Um débito financeiro com o servidor onde há o desconto em folha, mas não há o repasse. Um débito com a própria ASERT. Então um governo que não consegue equilibrar as contas é um governo que prejudica, que atrasa o futuro. Mas eu acredito na força e na vontade do povo de Tucuruí que nunca desiste e que tem trabalhado para fazer de nossa cidade um lugar melhor para viver.

Por Augusto Magalhães

Nenhum comentário: