domingo, 2 de novembro de 2014

O que há de novo nas velhas denúncias contra Sancler

Peça da propaganda da última campanha (2012) dos atuais desafetos Sancler e Henilda

Não é de hoje que denúncias gravíssimas recaem sobre a cabeça do prefeito de Tucuruí, Sancler Ferreira (PPS). Elas vão desde perseguições a funcionários públicos que não rezam na sua cartilha até pesadas acusações de corrupção. Vários blogs tucuruienses e outros com reconhecida projeção em nível de Estado já noticiaram exaustivamente notícias com esses conteúdos. A dita “grande imprensa” também já o fez.

Na legislatura passada, quando pela primeira vez na história desse município um prefeito tucuruiense provou de uma saudável oposição programática, também não faltaram oportunidades bem aproveitadas de denúncias, inclusive acompanhadas de amplo material comprovatório, que me parece, descansam em alguma gaveta do Ministério Público e/ou da Justiça.

Neste sábado, 01 de novembro, dia de todos os santos, novamente uma carga mortal das mesmas denúncias foram disparadas nos microfones de um dos mais ouvidos programas de rádio da cidade. Mai uma vez as denúncias seguiram o mesmo ritual: Tribuna da Câmara, blogs e rádio. Então o que há de novo nas velhas denúncias contra o prefeito Sancler? Denúncias que nunca deram em nada e que parece que nunca tirou o sono do mandatário do município.

O que há de novo é que as denúncias partem de pessoas que estiveram ao lado do prefeito durante seis anos, contribuindo e se beneficiando do projeto político que nasceu no momento de seu rompimento com o ex-prefeito Cláudio Furman. As denúncias partem da vice-prefeita.

Ué, mas isso não um elemento novo. O Sanclér não fez a mesma coisa quando denunciou a “sangria” da gestão Furman, no mesmo microfone, quando ele era o vice? Devem estar se perguntando alguns. Sim, fez. Mas estou falando de um elemento novo nesse governo, em comparação com tudo o que já aconteceu. Não podemos esquecer que o feito protagonizado pelo vice Sancler teve um efeito devastador, custando a não reeleição de Cláudio Furman e, pelo que me parece, seu sepultamento político.

E agora? E dessa vez? A História vai se repetir? Todos, na oposição, é caro, esperam que sim, mas não com os mesmos contornos, senão a tragédia pode também se repetir, confirmando uma máxima do velho Marx, e teremos a eterna sina do vice, no caso agora, a vice, que virou prefeito. Desculpem, no caso, prefeita.

Como disse, as denúncias, mais uma vez são graves. A vice prefeita Henilda Santos (PSDB), fazendo a segunda voz na dupla improvisada com seu marido e vereador Deley Santos(PPS), não apenas repetiu, mas confirmou denúncias de perseguições políticas das mais execráveis do Brasil republicano. Falou de demissões e cortes de salários de rebeldes ex-colaboradores. Falou de explicitamente de fraude no recém finalizado concurso público, onde os beneficiários seriam seus parentes mais próximos. Ela chegou a citar nomes. Falou de um rombo milionário (exatamente 150 milhões) nos cofres do recém criado IPASET, que é o instituto de previdência dos servidores municipais. Será que vai novamente ficar o dito pelo não dito?

Anteriormente, na tribuna da Câmara, quando denunciou o motivo do rompimento dos velhos parceiros, o golpe do prefeito Sancler que afastou qualquer possibilidade da vice-prefeita assumir o cargo, o que lhe é garantido constitucionalmente quando o titular se afasta do município, o vereador e companheiro da vice-prefeita, Deley Santos, havia rasgado o verbo e denunciado um suposto mensalão naquela casa. Olha aí mais um novo elemento: é o Mensalão do PPS.

Já que as denúncias são repetidas, ou requentadas como diria o senador Barbalho em sua retórica defensiva, vou aqui repetir, ou requentar, uma pergunta que por várias vezes já foi feita e que tornei a pronunciá-la algumas linhas acima: será que vai novamente ficar o dito pelo não dito?

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