domingo, 10 de março de 2013

Uma nova vitória de Cháves

Mesmo morto Cháves será o grande cabo eleitoral de Maduro
A semana que passou foi bastante movimentada. Uma explosão de acontecimentos importantes como há muito não se via. Um pastor homofóbico e racista foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, a morte inesperada do roqueiro Chorão, a decisão em relação a distribuição dos royalties do petróleo que desagradaram os estados produtores. Porém acredito que o que mais chocou veio de fora de nossas fronteiras. Falo da morte prematura do presidente venezuelano Hugo Cháves, o que acelerou a disputa entre esquerda e direita pelo comando do país, que acontecerá em nova eleição maracada para daqui há um mês.
Quem disputará pela continuação da revolução bolivariana é o indicado por Cháves, ainda em vida, Nicolás Maduro. Seu adversário deverá ser Henrique Capriles, que vai concorrer pela segunda vez ao cargo. Tudo indica que Capriles será derrotado novamente. Se isso acontecer Cháves terá vencido mais uma, mesmo estando morto.
A direita, tanto na Venezuela quanto no Brasil e no resto do mundo capitalista, não aceita as sucessivas derrotas impostas pelo que chamam de “chavismo”. Insistem em moldar a imagem de um Hugo Cháves autoritário, mas esquecem de dizer que sua permanência no poder por 14 anos, assim como todas as mudanças implementadas por ele foram amplamente referendadas pelo voto universal.
Chaves derrotou a direita usando seu próprio instrumento, a “democracia” liberal, acabando com séculos de domínio das oligarquias venezuelanas, implementou mudanças econômicas e iniciou uma verdadeira revolução social.
Segundo dados da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe da ONU), quando Cháves assumiu, em 1999, quase a metade da população vivia abaixo da linha da pobreza, 49,4%, em 2012, este número caiu para 29,5%. O desemprego foi reduzido de 14,9% para 5,9%, e a desigualdade social diminuiu a um dos níveis mais baixos da região.

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