quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Jáder exige reinclusão das obras de derrocamento do Pedral de São Lourenço no PAC II

Sen. Jáder Barbalho em entrevista no programa Argumento
O senador Jader Barbalho, presidente estadual do PMDB do Pará, disse nesta terça-feira, 29, em entrevista ao jornalista Mauro Bonna, apresentador do  programa Argumento, da RBATV, que a retirada do PAC II das obras de   derrocamento do Pedral de São Lourenço, que viabilizaria a navegação   durante todo o ano pela hidrovia Araguaia/Tocantins, “é um ato de   irresponsabilidade do governo federal e quem diz isso é um aliado do   governo”.“Não estamos pedindo para colocar essa obra no PAC,  estamos surpresos  pelo governo ter retirado ela do PAC”, afirmou o  senador, que disse que  vai marcar audiência com a ministra do  Planejamento, Miriam Belchior, “e  se possível até com a presidente  Dilma”. Ele contou que, como não  recebeu resposta da carta que enviou à  presidente, foi obrigado a fazer  um pedido de esclarecimento à  ministra pela mesa do Senado para que ela  finalmente confessasse que a  obra, de fato, tinha sido retirada do  programa de obras prioritárias do  governo. “É um absurdo o governo ter  escolhido a obra como prioritária  e depois retirar”.
Segundo ele, sem as obras de derrocada do  rio Tocantins, as eclusas de  Tucuruí, previstas desde o projeto inicial  da hidrelétrica há 30, 40  anos, mas que só saíram do papel com a sua  intervenção e já no governo  Lula, viraram um “elefante branco”.
Ele conclamou a classe política, os empresários, a academia e a  imprensa  a se unirem em defesa do empreendimento, que vai aumentar a  arrecadação  do Estado, sugerindo que sejam feitas audiências públicas  para  “manifestarmos a nossa insatisfação”. O senador também criticou o  fato  de o Ceará estar querendo montar uma siderúrgica com o ferro do  Pará.  “Não é possível nos conformarmos de o Ceará levar o nosso ferro  para  fazer chapa de aço lá”, disse. “Temos que nos unir, protestar e  reverter  essa situação”.
Fonte: Diário do Pará

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Chupa tucanalha. Pode jogar “urucubaca” que não pega: conta de energia vai cair mais do que anunciou o governo.

Dilma fará novo pronunciamento anunciando redução maior na tarifa de energia
As viúvas do FHC estão atônitas com o sucesso do governo Dilma. Insistem na fabricação artificial de escândalos a lá mensalões. Mas a verdade é que “nunca na história desse país” houve tanto avanço em favor do povo. Uma fonte anônima revelou à Reuters que a presidente vai usar a rede TV em cadeia nacional para anunciar um aumento ainda maior do que havia anunciado ano passado, que era de cerca de 16% para residências e de até 28% para indústrias.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Ribeirinhos que moram perto da usina de Tucuruí, PA, vivem no escuro

Foto: reprodução/TV Liberal
Nas ilhas de Tucuruí, no sudeste do Pará, perto da maior usina hidrelétrica brasileira, cerca de 1400 famílias de ribeirinhos vivem sem energia elétrica. A pescadora Maria Rosineide só vê luz de longe, a cidade iluminada fica do outro lado da ilha.
Na casa da pescadora, é preciso acender a lamparina, porque nem sempre dá para ligar a bateria. “É cinco reais a carga da bateria, que eles cobram. Aí as vezes a gente não tem e fica sem a energia", afirma Maria. O pescador Jose Louzada, não se conforma com a situação. "Eu trabalhei construindo essa hidrelétrica para morar no escuro", lamenta.
O último senso do IBGE apontou que cerca de 700 mil famílias viviam as escuras no país. Mas segundo o Ministério das Minas e Energia, metade já foi beneficiada no programa Luz Para Todos e a promessa é iluminar o restante até 2014.
Só que este beneficio não deve chegar para as famílias ribeirinhas. O coordenador do programa explica que o custo para que leve energia até os ribeirinhos é muito alto. "Você teria que colocar torres metálicas para chegar as ilhas e são várias ilhas. É uma coisa de viabilidade econômica totalmente impossível de fazer. A forma alternativa que a gente encontrou foi através de sistema de painéis solares", conta Luiz Galiza.
Ainda não há previsão para a instalação desses painéis. Enquanto isso, os ribeirinhos sonham com o dia em que terão energia elétrica em casa. “Que venha energia pra cá, pra gente comprar tudo que a gente tem vontade: televisão, DVD, geladeira. Tudo que pegar a energia eu tenho vontade de ter na minha casa", afirma a agricultora Marinete Silva.
Fonte: G1

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Farsa desmontada: Imóveis listados como pertencentes a Lula nunca foram dele


Entre os imóveis listados pelo blog do "Financial Times" como de propriedade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, só o apartamento de São Bernardo (SP) pertenceria de fato a ele. Segundo a assessoria do Instituto Lula, das outras três casas da lista levantada por um hacker, uma já foi do ex-presidente, mas não seria mais. As outras duas, em Sertãozinho (SP) e na periferia de Natal (RN), nunca teriam feito parte do patrimônio do petista.
BENS DE LULA 2
Uma hipótese levantada pela assessoria do ex-presidente é a de que "provavelmente usaram o nome ou CPF dele na hora de fazer o registro ou se trata de um homônimo". O hacker, identificado como nbdu1nder, postou no Twitter também linhas telefônicas e firmas registradas supostamente em nome de Lula.

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 13 de janeiro de 2013

Tente outra vez: protesto contra Lula e o PT vira fiasco

Ex-presidente Lula: para sempre no coração do povo
Uma manifestação contra o ex-presidente Lula e o PT reuniu cerca de 20 pessoas na avenida Paulista, em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo), na tarde deste domingo (13) em São Paulo. O encontro, marcado via redes sociais, tinha como um dos lemas "Mexeu com o Brasil, mexeu comigo. Por um Brasil sem LULA/PT" e associava Lula ao processo do mensalão. Os manifestantes entoavam gritos e seguravam faixas contra o partido e o ex-presidente Lula.
O professor Antonio da Silva Ortega, 60, dizia ter nojo do PT. "Estou aqui porque não quero que o Brasil vire uma Venezuela ou Cuba, mas não sou de nenhum partido." A professora aposentada Miriam Tebet veio de Ribeirão Preto para a manifestação. Descrevendo-se como "PTfóbica", afirmava no início do evento que mais pessoas poderiam comparecer. "Mas não esqueço o país em que vivo", completou. Cerca de 1.800 pessoas haviam confirmado presença no protesto no Facebook.
A "OCC - Organização de Combate à Corrupção" foi uma das principais organizadoras do evento. A psicóloga Marta Abdo, 55, passava pelo local e disse estranhar a "timidez" dos manifestantes. "Parece meia dúzia de pessoas paradas, sem organização alguma." A auxiliar de almoxarifado Ângela Pires da Slva, 25, afirmou que "achava engraçado aquele pessoal parado". Já o aposentado Carim Facuri, 61, disse que via no protesto "uma bela surpresa a favor da honestidade". O vendedor de artesanato Antonio José da Silva, 48, dizia acreditar que o protesto fora organizado por algum partido antiPT.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Visitando Baião - Parte II

A igreja matriz, de Sto. Antônio, é talvez o principal cartão postal de Baião e fica numa praça no centro da cidade. É lá que a população celebra os casamentos, batizados e aos domingos participa da missa.

Como ia dizendo, Baião é um lugar de gente hospitaleira e de bem com a vida. Também não poderia ser de outra forma, pois do alto dos seus 30 metros do nível do mar se pode apreciar a bela paisagem tipicamente amazônica proporcionada pelo Rio Tocantins, que banha o município.
O início da colonização de Baião (já era habitado por índios) data de 1694, quando o português Antônio Baião recebeu aquelas terras como sesmaria com a missão de fundar uma vila. No início foi apenas um entreposto no comércio com o Alto Tocantins. Somente em 1833 foi elevado à categoria de vila, tomando a denominação de Nova Vila de Santo Antônio do Tocantins. Logo instalou-se também, naquele mesmo ano, uma Câmara Municipal. Oito anos mais tarde foi rebatizado, tomando a nomenclatura atual1.
Com um extenso território, que já foi bem maior, chegando até a englobar Tucuruí, emancipado em 1947, o município possui uma Sede com ruas pavimentadas no centro e um pequeno comércio em crescimento. Novos bairros surgem alargando a periferia, que, é claro, vem crescendo com todos os problemas típicos de uma cidade brasileira. Porém, no geral, Baião me pareceu bem cuidada pelo prefeito Nilton Farias (PT), popularmente conhecido como Saci, tanto que recebeu do povo o reconhecimento na última disputa pela prefeitura, quando os baionenses o reelegeram.
O aceso à cidade ainda é uma complicação, mas vem melhorando. Até bem pouco tempo somente de barco era possível chegar a Baião. Mais recentemente, com a abertura de novas estradas, principalmente a Alça Viária e a PA-151 passou-se a utilizar também a via terrestre, o que vem despertando um outro fenômeno já comum nas cidades ribeirinhas da Amazônia que ganham estradas: a cidade está, aos poucos, dando as costas para o rio. Uma pena.
Mesmo utilizando-se o transporte rodoviário, que só é vantajoso para quem parte da capital, Belém, não escapamos de duas travessias de balsa. São travessias pequenas, que poderiam ser feitas a nado, e que poderiam encurtar a viagem se o Governo do Estado tivesse planejado pontes ao construir a estrada. Num momento atípico (véspera do ano novo) fiz esse trajeto em nada menos que 10 horas. Ainda assim foi mais confortável que indo de barco.
Nos barcos a população transporta de tudo. Na maioria das vezes sai mais barato comprar em Tucuruí que na própria praça da cidade. O municipio é uma referência para os baionenses que possuem aqui uma grande comunidade.
Na volta para Tucuruí, onde moro (meu roteiro foi Tucuruí–Belém, Belém–Baião e Baião–Tucuruí), minhas opções eram a estrada Baião–Breu Branco (que não está asfaltada e não possui linha comercial de transporte. Essa foi descartada) e o transporte fluvial, que conta com um pequeno barco que sai duas vezes por semana de Baião; outro diário que, vindo de Cametá, passa na cidade por volta das 16 horas; e uma lancha, que o povo chama de “voadeira”, e que também parte de Cametá todos os dias pela manhã, passando por Baião lá pelas 8:30 h.
Optei pela voadeira e tive que “curtir” quatro horas de viagem em pé num ambiente com pouca ventilação e espaço para circular. Somente a beleza natural da paisagem aliviava um pouco o sofrimento. Quem opta pelo barco não tem sorte muito diferente, porém pode viajar deitado numa rede após uma boa disputa por espaço.
Ao chegar às margens do Tocantins, em Baião, temos que enfrentar uma subida de 30 m. O mais interessante é que lá em cima a cidade é plana.
Apesar dos transtornos da viagem, vale a pena incluir Baião no seu roteiro de viagem, principalmente se você, assim como eu, tem vontade de conhecer mais o Pará. Chegando lá não deixe de tomar um banho no Rio Tocantins. Existem vários locais bons para isso, principalmente se atravessar para a outra margem, onde a areia fina forma belíssimas praias na maior parte do ano.
Outra dica é navegar no rio olhando a cidade de outro ponto de vista e observando a vida pacata do ribeirinho, que pesca e passa de lá pra cá e daqui pra lá naquele rio que é a sua rua. Vá e depois me diga como foi.
Outras imagens de Baião
 
Pescador se prepara para colher o que o Tocantins lhe oferece: pescados variados
Num dia chuvoso, típico do inverno amazônico, essa imagem é comum. Um arco-iris se formou na minha frente enquanto esperava o barco para retornar à Tucuruí.
Na Pça. da Luz, no centro de Baião é possivel apreciar uma cena como essa: um Japiim toma conta do ninho que fica numa monumental arvore às margens do rio
Embora seja uma das mais antigas cidade do Pará, a preservação dos prédios históricos não aconteceu. Esse é talvez o mais antigo que consegui perceber. Segundo informações foi a residência do primeiro intendente da cidade, abrigando hoje a Sec. de Assistência Social.
Nessa imagem o trapiche recem reformado, onde a população embarca nas viagens pelo Rio Tocantins
1- Os dados históricos que utilizei nessa reportagem estão no blog cametaoara.

Tucuruí recebe habilitação para gestão ambiental municipal

O município de Tucuruí recebeu, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), habilitação para exercer a gestão ambiental local. A informação foi publicada esta semana, no Diário Oficial do Estado do Pará. A a partir de agora o Licenciamento, monitoramento e fiscalização de atividades de impacto local passam a ser de responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Com isso, a população pode obter autorização para desenvolver atividades que requerem monitoramento ambiental, como funcionamento de padarias e postos de gasolina, sem precisar sair do município.
Para ser habilitado, o município deve dispor do Fundo Municipal de Meio Ambiente; ter implantado e em funcionamento Conselho Municipal de Meio Ambiente, com caráter deliberativo, tendo em sua composição, no mínimo, 50% de entidades não governamentais; possuir nos quadros do órgão municipal de Meio Ambiente, ou a disposição do mesmo, profissionais legalmente habilitados para a realização do licenciamento ambiental, exigindo a devida Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), ou conselho.
Precisa também possuir: servidores municipais com competência e habilidade para exercício da fiscalização ambiental; legislação própria disciplinando o licenciamento ambiental e as sanções administrativas pelo seu descumprimento; plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, população superior a 20.000 habitantes, ou Lei de Diretrizes Urbanas (para o município com população igual ou inferior a 20 mil habitantes); e Plano Ambiental, aprovado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente, de acordo com as características locais e regionais.
Quando a ampliação dos empreendimentos e atividades já licenciados pelo órgão municipal de meio ambiente ultrapassarem os impactos locais estabelecidos por norma do Conselho Estadual de Meio Ambiente, a competência do licenciamento ambiental retorna ao Estado, para que seja executada de forma supletiva, podendo retornar ao município quando tiver condições técnicas delegadas pela Sema.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Visitando Baião

O Rio Tocantins ainda é o principal acesso à cidade de Baião
Há algum tempo me veio a curiosidade de conhecer o município de Baião. Já andei por metade desse imenso Pará, na maioria das vezes cumprindo tarefas políticas a serviço do Partido Comunista do Brasil, porém na Região do Tocantins não conhecia nada mais que Cametá, cidade que visitei de passagem em 2004, e Limoeiro do Ajurú, meu destino final.
De Cametá para Limoeiro fretei uma rabeta e fui apreciando a bela paisagem amazônica sem perder a oportunidade de fotografar com uma câmera rudimentar que mais parecia de brinquedo. Era tecnologia que meu parco salário permitia adquirir na época.
No meio do ano de 2012 peguei pela primeira vez a transcametá e fui parar na comunidade de São Bernardo, no município de Baião. Uma amiga, que era de lá, me levou pra conhecer. Minha pretensão era a de, no dia seguinte, ir até a Sede do município, porém descobri que deveria atravessar o Tocantins numa viagem que duraria umas duas horas, sendo que para chegar até o trapiche mais próximo eu deveria encarar uma aventura, já que a comunidade fica quase isolada. Desisti e esperei uma segunda oportunidade, que veio no final do ano.
Numa próxima postagem vou contar o que vi em Baião. Uma aconchegante cidade às margens do nosso belíssimo Rio Tocantins. Aguarde!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Crise na oposição: Serra pode deixar PSDB


A quase extinta oposição Demo-tucano-pepessista está cada vez mais atordoada. A novidade agora é a debandada de um dos seus maiores quadros, o Tucano José Serra, candidato derrotado em três disputas pela presidência da República, ensaia uma saída do PSDB, pois perdeu espaço com a pré-candidatura de Aécio Neves. Serra insiste em eleger-se presidente. Seu destino pode ser o PSD, PPS ou mesmo um novo partido a ser fundado.
Outro sintoma da crise é uma ala rebelde dentro do PPS que defende uma aproximação com o governo petista da presidente Dilma Rousseff.