sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Comércio nem aí pro feriado

Comércio funciona normalmente na manhã do feriado de 15 de novembro
Dando uma volta ontem pelo centro de Tucuruí, percebi que os comerciantes não estavam nem aí para o feriado da proclamação da República. Lojas, supermercados e muitos outros estabelecimentos funcionavam normalmente pela manhã. Parece que o feriadão só foi bom mesmo para o funcionalismo público.
Também, com tanto feriado quem aguenta? Na passagem de outubro para novembro tivemos uma semana praticamente morta, quando juntaram-se os da consciência evangélica de finados. Confesso que aproveitei bastante, mas acho que deveríamos ter menos feriados, afinal, alguém tem que trabalhar nesse país.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

15 de novembro na radio e na TV

A apresentação da Tribuna do Povo é do Nilvam Oliveira. Sintonize em 105,9
Não percam hoje, 15 de novembro, estarei no TJ Regional (SBT) e no programa A Tribuna do Povo, às 11 h., na Radio Filadélfia FM, falando sobre a proclamação da República. A entrevista na TV coloco depois aqui, já a da rádio você pode acompanhar ao vivo pelo sítio
www.tucwebradio.com.br.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Veta Dilma: queremos 100% dos royalties para a educação

Estados produtores de petróleo
Ontem a Câmara aprovou na íntegra a proposta do Senado sobre a distribuição do royalties do petróleo, que, pela proposta do governo, deveriam ser 100% destinados à educação. Foram 296 votos a favor do texto original contra 124 a favor da proposta da presidente Dilma.
Infelizmente venceram os interesses locais em detrimento de uma política de Estado que procurava alavancar um dos setores mais importantes para a consolidação do Brasil como potência no Século XXI.
Mas nem, tudo está perdido, pois o projeto segue agora para sanção ou veto da presidente. Agora sim eu digo: Veta Dilma!

domingo, 4 de novembro de 2012

Paulistanos votaram por mudança

Haddad surfou na onda de mudança e na alta rejeição de Serra
O desejo de mudança foi o principal motivo da eleição de Fernando Haddad (PT) para a Prefeitura de São Paulo. Mas não foi só isso.
Suas propostas para as áreas de transportes, saúde e educação, a imagem de um político jovem, honesto e competente, a força do PT e a rejeição a Serra são os outros fatores que, reunidos, levaram Haddad à vitória com 55,57% dos votos válidos.
As informações são de uma pesquisa Datafolha realizada em 29 de outubro, dia seguinte ao segundo turno da eleição municipal.
As referências à inovação do então candidato --é novo na política, pode fazer mudanças, a cidade precisa de renovação, etc.-- somam 23% dos motivos que levaram os eleitores a votar em Haddad.
O fato de Haddad ser do PT foi a razão apontada por 16%. E 11% o escolheram por sua imagem pessoal positiva.
Ele foi escolhido por 59% de seus eleitores por causa de suas propostas com a seguinte distribuição: 16% pelas promessas na área de transportes, 15% na área de saúde, 14% na educação e 14% por ter as melhores propostas, sem especificação.
A rejeição a seu adversário no segundo turno, José Serra (PSDB), também não é desprezível: 11% disseram ter votado em Haddad por não querer que Serra fosse eleito.

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Sobre teimosia, ingenuidade e arrogância na hora da avaliação

Em setembro deste ano foram divulgados os últimos números do Indicador de Alfabetismo Funcional, o Inaf, revelando que 89% dos jovens brasileiros entre 15 e 24 anos são alfabetizados funcionais. Como professor de uma disciplina que exige leitura e escrita, vi nos números frios das estatísticas a realidade que presencio na sala de aula no dia a dia.
Os alunos não gostam quando levantamos a discussão, reagem com fúria, batem no peito e dizem: “tu queres dizer que eu não sei ler?”. Existe ainda muito melindre sobre o assunto por parte dos profissionais que atuam na escola, muitos escamoteiam, preferem jogar a sujeira pra baixo do tapete e quem insiste é tomado por arrogante ou ingênuo, dependendo de quem é afetado: os alunos geralmente ficam com a primeira opção por que vêem o debate como ameaça à sua “progressão” escolar e os professores com a segunda pela impotência e medo. Medo da reação dos alunos e do próprio sistema educacional decrépito que pode lhe furtar carga horária no ano seguinte.
Mas acontece que eu sou ingênuo e, ainda por cima, teimoso (Talvez até um pouco arrogante também). Não aceito como natural uma pessoa, que está batendo à porta da Universidade, não conseguir articular as palavras para formar uma frase e muito menos um parágrafo. É o que acontece. Infelizmente os números do IBOPE estão corretíssimos.
Vejo o problema como estrutural. Ele começa lá na alfabetização e só faz piorar com o “passar de ano” dos alunos, iludidos com notas altas fabricadas para serem exibidas na propaganda governamental como excelentes índices de aprovação.
Diante dessa realidade, o professor muitas vezes fica à deriva, pois o que era certo já lhe parece errado e o errado toma forma de certo. Será que devo corrigir esse trabalho, apontar os erros e correr o risco de parecer arrogante e ingênuo ou devo fazer “vista grossa”, sendo uma cara legal, preservando minhas relações e evitando aborrecimentos?
Uma política pedagógica planejada tem que ser urgentemente posta em prática não só para sanar esse problema lá na base, mas também deve se preocupar com aqueles que já estão aqui em cima, no ensino médio.
Enquanto isso não acontece, só nos resta dar aquele velho conselho àqueles que são os principais prejudicados: estudem, corram atrás do prejuízo. Acontece que isso depende de um outro fator muito importante, que é a conscientização da necessidade de estudar para progredir não só na escola, mas na vida, como pessoa humana e capacitada para enfrentar qualquer desafio, inclusive o de escrever um texto decente.