quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O saldo das eleições em Tucuruí

Apesar da derrota, agora o PT tem uma liderança para apresentar em 2016
Contabilizados os votos de cada força política participante das eleições em Tucuruí, é hora de fazer um balanço e imprimir o saldo de cada uma. Com certeza, a única força que teve seu capital político aumentado foi a que se aglutinou em torno do candidato vitorioso, o atual prefeito Sancler Ferreira (PPS). Para este ficaram os louros da inédita reeleição no município, a derrota fragorosa das oposições representadas pelo PMDB e principalmente pelo PT, que lhe "atrapalhava" a vida na Câmara Municipal.
Aliás, esse último é um elemento importante que resulta da abertura das urnas. No seu segundo mandato, Sancler governará sem oposição. Pelo menos é o que se imagina, já que os que se elegeram na coligação comandada pelo PT, que não são petistas, não parecem muito dispostos a contrariar o paço. Espero que tenhamos uma surpresa que contradiga essa expectativa, afinal não queremos uma Câmara que toque um sambinha de uma nota só.
Para o PT, o saldo foi o pior possível, pois além da derrota de seu candidato a prefeito, viu se desfazer a maior bancada da Câmara eleita em 2008.E  como se não bastasse, nessa próxima legislatura o partido não terá representação.
Mas nem tudo é desgraça. Sempre há algo de bom nascendo do infortúnio. Para acalentar os corações vermelhos, o partido fez surgir nessa campanha uma nova liderança capaz de virar o jogo em 2016, o jovem e carismático Jones William. Basta saber levar o andor com calma que as probabilidades de chegar lá são grandes. Afinal, tudo que é sólido se desmancha no ar, já dizia o velho alemão barbudo. O céu de brigadeiro em que voa o atual prefeito não será eterno e muita coisa, talvez inimaginável, pode acontecer nos próximos quatro anos.
E para o PMDB, qual será o saldo da estratégia equivocada de fazer a exumação eleitoral do seu candidato falecido em 2008? Será que pelo menos descobriram a causa mortis? Parece que a situação do partido é ainda mais grave que a do PT, pois além de ter ficado em terceiro lugar na disputa com uma votação inexpressiva, pelo segundo pleito consecutivo não elege representante na Câmara.

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