segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

No país do jeitinho nem a educação escapa

Tanto na Rede Municipal de Ensino quanto na estadual, a politica mais evidente que está colocada para a educação parece ser a do "jeitinho brasileiro". A ordem é passar aluno de ano, mesmo que este não tenha assimilado nada do conteúdo programático.
No município de Tucuruí, os reprovados, principalmente da 8ª série, recorrem a uma prova “especial”, aplicada pela SEMED, que legitima uma aprovação automática disfarçada. É a política do jeitinho também na educação.
Nos meus quase dez anos de magistério, já ouvi todos os argumentos para aprovar aluno sem condições alguma de promoção. Difícil é ouvir aquele que leva em conta o efetivo aprendizado. Penso que aqueles argumentos como “o aluno é carente”, “a família é desestruturada” e coisas do tipo, devem sim ser colocados na balança, porém, via de regra, são usados para esconder as deficiências do próprio sistema de ensino. Dessa forma combatem-se os sintomas e deixa-se de atacar as causas das debilidades da educação.

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