segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Quando a palvra não é suficiente, falta um fio do bigode e a assinatura falseia um acordo

Houve um tempo em que apenas a palavra de um homem era suficiente para garantir um acordo. Acontece que a palavra as vezes caia em descrédito e então foi necessário empenhar um fio do bigode, mas, diante da desonra do bigodudo, esse artificio também se tornou insuficiente e então inventaram o documento escrito e assinado, o que nem sempre dá certo.
Não deu certo, por exemplo, no acordo assinado entre o prefeito de Tucuruí, Sancler Ferreira, e lideranças dos movimentos estudantil e popular, onde o gestor municipal compremeteu-se a barrar o aumento no preço da passagem de ônibus de R$ 2,00 para R$ 2,25, que deveria passar a vigorar já no primeiro dia de 2012.
O acordo foi assinado em 09/12/2011, alguns dias após a aprovação pala Câmara Municipal do Projeto de Lei (PL) 388/11 de autoria do próprio executivo que autorizava o aumento, quando estudantes e lideranças populares forçaram uma reunião com o prefeito nas dependências do Instituto Federal de Ensino do Pará (IFPA).
O fato é que no primeiro dia de 2012, um domingo conjugado com um feriado nacional, e durante as férias escolares, o novo preço da passagem surpreendeu a população tucuruiense usuária do transporte coletivo.
Os estudantes não acreditaram na palavra do prefeito. Poderiam ter exigido um fio do seu  bigode, mas é sabido que o gestor não cultiva pelos na face, talvez para não ter que empenhá-los. O jeito então foi improvisar um documento escrito (foi feito a mão e na hora) e exigir sua assinatura. Também não deu certo.
Agora a questão é: o que fazer quando a palavra não é suficiente, falta um fio do bigode e a assinatura falseia um acordo?

Um comentário:

Anônimo disse...

Excelente comentário