sábado, 10 de dezembro de 2011

Vamos às urnas pelo SIM. Por que não?

Amanhã será um dia importante para a população paraense, principalmente para aqueles que vivem esquecidos no Sul e Oeste do Estado. Amanhã iremos às urnas em plebiscito para decidir se essas regiões serão emancipadas e mudam suas situações estruturais, logísticas, econômicas e sociais ou se o Pará continuará “grande e unido” como querem as elites concentradas em torno da capital, Belém.
Seja qual for o resultado da consulta popular, uma coisa já é certa: o Pará está definitivamente dividido. Isso está claro no sentimento da população das áreas que reivindicam a emancipação e principalmente nos resultados das três pesquisas feitas pelo Instituto Datafolha.
Se na Região Metropolitana de Belém e arredores, que concentram a maioria dos eleitores que decidirão o plebiscito, as projeções mostram uma tendência majoritariamente contrária à separação, nas regiões emancipacionistas os números se invertem. A divisão então está decretada, só falta a separação.
Passadas as campanhas pelo radio e TV, nenhum argumento pela não divisão foi capaz de me convencer, embora tenha nascido e me criado na capital. O sentimento de ser paraense, forte também em mim, não é suficiente para dizer não a quem precisa. Ao contrário da maioria que embarca adormecido numa viajem sentimentalista pra acordar na última parada, eu conheço o Pará, já fui lá nas brenhas, como diz o nosso caboclo.
Neste domingo então eu e muitos outros cidadãos iremos às urnas com a convicção de que a separação é o primeiro passo para o desenvolvimento das regiões que formarão os futuros Estados do Carajás e do Tapajós. Se separar alguma coisa vai mudar e pra melhor, se não separar tudo continuará como está. Vamos então às urnas pelo SIM, por que não?

2 comentários:

Cláudio Alfonso disse...

O Pará venceu! Não venceu apenas a população de Belém como afirmam alguns, venceu todo o povo do Pará inclusive os separatistas, posto que todo o projeto foi urdido pelas elites do sudeste e do oeste do Pará a revelia e sem a participação do povo na elaboração desse projeto agora derrotado. O povo do sudeste e oeste paraense só entram nessa como massa de manobra atiçado pela justa reivindicação de mais atenção de mais desenvolvimento para a sua região. Entretanto esquecem que esses mesmos políticos que os atiçam e que chamam os belenenses de elite estavam agora a pouco nas eleições de braços dados ao Jatene nas eleições que agora mesmo fazem parte desse governo estadual e com isso exploram a própria população que agora atiçam nessa aventura separatista. Unidos podemos construir um Pará novo forte com novas lideranças pois o problema do Pará assim como o problema do Brasil não reside no seu tamanho mas na falta de ética do seus políticos e na falta de ação de sua cidadania.

Anônimo disse...

O Pará perde pois mesmo com o resultado que indicou a vitória numérica do NÃO, a divisão já existia há muito tempo e foi imposta pelos próprios políticos e povo da região metroplolitana que nunca enxergaram a regiões separatistas de fato como Pará e sim como resto, a população de Belém não votou em prol da união e sim para que de alguma forma as riquezas que existem nessas regiões continue beneficiando somente a eles. Caso a usina, as minas de ferro e as belas praias de Alter do Chão ficassem naquela região é pouco provavel que eles não aceitassem a divisão. O ideal é que essa eleição sirva de lição para os políticos contra divisão, principalmente o Governador e para população de Belém e região metropolitana, enxergarem que não existe um contentamento com a situação de exclusão dos povos dessa região, não admitir isso pode ter resultados drásticos nas próximas eleições pra Governo do Estado e Deputados, ou será que os votos da população que votou pelo Sim não vai fazer diferença pra eles? Outra sugestão é que a AMAT-Associação dos Municípios do Araguais Tocantins deveria se reestruturar mais fortalecida, como há algum tempo atrás, com a união extrema dos Prefeitos e Deputados das cidades dessa região, para reinvindicar as insatisfações e necessidades desse povo que tende a continuar esquecido após esse resultado, que muitos vão querer usar de maneira errada como sinônimo de que própria população julgou que está tudo bem. Será?!