terça-feira, 8 de novembro de 2011

A greve continua e continuará enquanto a escola pública for o que é

É interessante ver a imprensa tendenciosa fazer uma abordagem parcial e sensacionalista sobre a greve dos professores. Temos direito ao pagamento do Piso Salarial Nacional, sancionado em 2008 pelo Governo Federal e reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal em agosto deste ano, e ao cumprimento integral do PCCR discutido e acordado entre a categoria, o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa no ano passado.

Os professores que se recusam a voltar ao trabalho estão lutando por um direito, não são vagabundos ou querem prejudicar os alunos como de forma sensacionalista tentam passar à sociedade. Nós professores lutamos pela melhoria das escolas que estão caindo aos pedaços e trabalhamos no limite do tolerável prejudicando até mesmo nossa saúde física e psicológica.

Agora o mais interessante é ver que alguns profissionais da educação internalizam esse discurso e sentem-se culpados por lutar pelos seus direitos. Se sentem “imundos” por quererem aumento salarial e melhores condições para exercer essa profissão tão importante para o presente e o futuro do país. Deixam de ir às Assembleias e às manifestações para ficarem se lamentando o ano todo na sala dos professores.

A imprensa sempre vai fazer essa guerra psicológica por que ela tem lado. O Brasil infelizmente ainda é um país onde cinco famílias controlam a mídia. Resta-nos termos capacidade para filtrar informações e reestabelecer a verdade, abraçar nossa causa e acreditar nela. Quem ainda tem coração e sangue correndo nas veias continua na luta. Podemos até perder, o que não podemos é desistir de lutar.
Situação da escola Rui Barbosa já mostrada aqui no blog em postagem anterior

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