quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Crise na CMT: atual e ex-presidente na mira do MP

A crise na Câmara Municipal de Tucuruí está longe de ter um desfecho. A cada dia que passa a situação se agrava e surgem novos elementos. Uma das novidades é a entrada do Ministério Público (MP) no caso para apurar as irregularidades que envolvem desvio de verbas públicas num esquema que conta com funcionários fantasmas e pagamento irregular de diárias. Outro é a citação, pela primeira vez de forma clara, do ex-presidente da Casa, Ver. Chico Enfermeiro (PP), que, a exemplo do atual, Ver. Zé Gomes (PPS), também teria sujado as mãos com o erário público.
O MP, através de oficio assinado pelos promotores de justiça Isaac Sacramento, Priscila Costa e José Augusto Sarmento, notificou todos os vereadores e inqueriu o atual e o ex-presidente da Câmara nos últimos dias.

Ver. Chico Enfermeiro também terá que explicar possíveis irregularidades na sua gestão (2009-2010)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Com você em todas as paradas

ônibus quebrado no centro da cidade causa transtorno
Está virando rotina. Não é difícil ver um ônibus da Viação Tucuruí quebrado por aí atrapalhando o bom andamento da cidade. Ontem pela manhã aconteceu novamente. Dessa vez na BR já passando o sítio Deus é Grande no sentido cidade-Vila. Um transtorno imenso para quem precisa chegar ao trabalho ou à escola.
O que vinha logo atrás teve que parar para socorrer os “náufragos”. Resultado: o que era considerado lotado agora seguiria “entupido” de gente.
Parece que a frota anda envelhecendo. Apesar de a empresa ter adquirido carros novos recentemente, algo anda dizendo que as aquisições não estão sendo suficientes. Enquanto isso o monopólio continua e não tarda virá novo aumento da passagem. Aguenta povão!

"New Yorker" tenta explicar fenômeno Brasil

Em reportagem que ocupa 14 páginas da edição que chegou nesta segunda-feira às bancas, a revista norte-americana “New Yorker” chama a presidente Dilma Rousseff de “a ungida”, descreve o Brasil como “caoticamente democrático”, espanta-se com o crescimento do país e critica o ex-presidente Lula por não dar créditos à política econômica de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.
O texto, assinado por Nicholas Lemann, é um dos principais destaques da edição, que circula com data de capa de 5 de dezembro. “O Brasil funciona de maneira que nós (americanos e europeus) fomos condicionados a pensar que são incompatíveis com uma sociedade livre bem-sucedida”, escreve ele.
Lemman cita a corrupção, as taxas de criminalidade, a educação de má qualidade, as estradas ruins e os portos que mal funcionam, para observar que, apesar dos problemas,  “o país alcançou uma rara trifeta (modalidade de aposta em que o apostador acerta, no mesmo páreo, os três primeiros cavalos, pela ordem de chegada): alto crescimento econômico (diferentemente de Estados Unidos e Europa), liberdade política (diferentemente da China) e desigualdade em baixa (diferentemente de quase todos os lugares). Como isso está acontecendo?”. Laia mais.
Fonte: Uol Notícias

domingo, 27 de novembro de 2011

Prévias do PT em Tucuruí: o cardápio


Hoje foi dia de debate entre os candidatos a pré-candidato do Partido dos Trabalhadores à prefeitura de Tucuruí. Foi o segundo e último encontro antes das prévias que estão marcadas para o próximo dia 04 de dezembro.
Na foto acima o cardápio para consumo interno dos petistas, que tirei do Facebook do PT-Tucuruí. Só não entendi por que o Jones aparece em primeiro sendo o nº 2 na disputa, mas tudo bem. Boa sorte PT.

Do mirante: linda vista de Tucuruí


Linda vista. No bairro Colina, em Tucuruí, tem um mirante em frente ao colégio das irmãs de onde podemos apreciar parte da cidade que se banha nas águas deliciosas do Rio Tocantins. Se um dia for embora daqui vou sentir saudades. Obrigado Tucuruí!

Mais de 60% dos eleitores rejeitam divisão

Sem conhecer a realidade do interior, paraeses da capital decidirão o plebiscito
Duas semanas após o início da propaganda do plebiscito em TV e rádio, a maioria dos eleitores do Pará continua rejeitando a divisão do Estado. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta , 62% dos eleitores paraenses são contra a divisão do Pará para a criação do Estado do Carajás e 61% são contra a criação do Estado do Tapajós.
Em relação à pesquisa anterior, divulgada no último dia 11, houve um pequeno aumento da rejeição aos novos Estados. A oscilação, porém, está dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Foram entrevistados 1.015 eleitores entre os dias 21 e 24 de novembro. A pesquisa foi registrada no TSE com o número 50.287/2011.
A propaganda do plebiscito na TV e no rádio ainda não foi capaz de causar alterações significativas nas intenções de voto dos eleitores paraenses. Em 11 de dezembro, eles irão às urnas decidir se querem que o Pará se separe e dê origem a mais outros dois Estados: Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste).
Na região do chamado Pará remanescente está a maior resistência aos novos Estados: 85% são contra o Carajás e 84% são contra o Tapajós. A aprovação à divisão caiu até mesmo entre os eleitores das regiões que querem se separar. No Carajás, 78% se dizem a favor do novo Estado, uma queda de seis pontos em relação ao último levantamento. No Tapajós, 74% são favoráveis ao novo Estado, uma oscilação negativa de três pontos.
Fonte: Correio do Brasil.

sábado, 26 de novembro de 2011

Mais uma estrela!


Prefeitura de SP caça estudantes que matam aula

Alunos que matavem aula foram conduzidos de volta para às escolas

Uma força-tarefa, formada por cerca de 30 funcionários da Prefeitura de São Paulo, policiais militares, guardas-civis e conselheiros tutelares, fechou ontem as saídas de dois parques do Itaim Paulista, extremo leste da capital, atrás de alunos que matavam aulas ou consumiam drogas.
Os locais foram bloqueados por cerca de uma hora, até que todas as crianças e adolescentes fossem abordadas, revistadas e tivessem seus dados anotados.
O Conselho Tutelar vê a operação como positiva. Já para Diego Vale de Medeiros, coordenador do núcleo da infância e juventude da Defensoria de São Paulo, a ação é ilegal.
A informação é de reportagem de Talita Bedinelli e Vander Ramos, publicada na edição deste sábado da Folha de São Paulo.
Opinião: Bem que a Prefeitura de Tucuruí poderia fazer o mesmo por aqui. Só que, em vez de uma van, teria que usar um ônibus ou caminhão. E antes que eu esqueça: sempre vai ter um palhaço pra dizer que atitudes desse tipo são ilegais.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Rui Barbosa entra no debate sobre a divisão do Pará

Alunos se mobilizam pela criação do Estado de Carajás
Ontem a escola Rui Barbosa - Ensino Médio promoveu um interessante debate entre seus alunos sobre a divisão do Pará. Desde o inicio da semana formaram-se dois comitês, um do SIM e outro do NÃO, que vêm passando nas salas e acalorando a discussão em torno do plebiscito que se realizará no próximo dia 11 de dezembro.
Já hoje rolou uma eleição simulada cujo resultado será divulgado na segunda-feira. Mais uma vez o Rui Barbosa inovando. Parabéns pela iniciativa, que partiu dos professores e da coordenação pedagógica.

Foto-síntese: falta água na sua casa?

Provavelmente o principal responsável é o falido sistema de abastecimento administrado pela prefeitura, mas atitudes como essa aí da foto também contribuem bastante. Hoje pela manhã um homem varria o asfalto com jato d’água no centro de Tucuruí. Como fica lindo o asfalto lavado, não acham?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Crise na CMT: Tabaco quer mais é que o Zé leve fumo

Zé Gomes e Tabaco na mesa diretora da Câmara
A situação do presidente da Câmara Municipal de Tucuruí, vereador Zé Gomes (PPS), se complicou com o pedido de afastamento feito por três parlamentares. Um dos que assinam a medida saneadora é o seu vice, vereador Tabaco (PRP). Precisa explicar mais alguma coisa? Parece que nesse “pega pra capar” a coisa vai se inverter, o presidente vai levar fumo e o tabaco é quem vai fumar.

E tem gente que acredita

A foto acima é de um dos modelos das casas que estão sendo construídas na estrada do aeroporto e que o prefeito Sancler Ferreira anunciou como sendo obra sua para “dar” casa à população pobre.  Na verdade a obra é do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, e serão financiadas pela Caixa Econômica. Uma dessas aí custa somente a bagatela de R$ 80 mil à vista. Financiada em 25 anos, como previsto, sairá por nada mais nada menos que R$ 120 mil. E tem gente que acredita!

Crise na CMT: e os trabalhos continuam


Parece que essa é a situação da maioria dos nossos excelentíssimos parlamentares diante das denúncias que abalaram ainda mais a credibilidade da gestão Zé Gomes (PPS) à frente da direção da Câmara Municipal de Tucuruí. Até agora apenas três dos dez vereadores "autografaram" o pedido de afastamento do presidente.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sintepp convoca reunião pós-greve

Hoje, às 18 h. o Sintepp fará uma reunião com os professores na Escola Ribeiro de Souza para informar sobre os resultados da última greve. O advogado do sindicato, Dr. José Braz, já chegou de Belém para esclarecer as providencias que agora passam à esfera jurídica.

Descoberta mina de ferro em Tucuruí

Empresários de Tucuruí anunciaram o descobrimento de uma mina de ferro a apenas quatro quilômetros do centro da cidade, no sudeste do estado. O anúncio causou uma grande reviravolta na cidade, que passa por uma recessão na geração de empregos, devido ao término do ciclo das grandes obras do Governo Federal que dominaram, ao longo dos anos, o mercado de trabalho de Tucuruí e região, com a construção da hidrelétrica e das eclusas.
A notícia está sendo comemorada como “a salvação para a falta de empregos na cidade e o retorno ao crescimento que se encontra estagnado no município”. O empresário Jahir Gonçalves Seixas, de 89 anos, foi quem anunciou a descoberta da mina de ferro, que estaria localizada nas proximidades da Casa Penal. Segundo ele, após os estudos realizados por empresa especializada, contratada para avaliar a possibilidade de instalação de um hotel em suas terras, foi constatada, às proximidades do quilômetro 4 da BR-163 (rodovia Transcametá), a existência de uma mina de ferro, que seria a maior existente na região de Carajás.
Mas, para a exploração da mina de ferro em Tucuruí, muitas barreiras terão que ser vencidas. Na localidade encontram-se os mananciais que abastecem a cidade com água potável, além da obra do novo cemitério público.
A empresa que vier a assumir a instalação da mina terá que realizar uma reestruturação da área para poder receber a autorização ambiental para a extração do minério.
A região foi no passado bastante impactada com o barramento do rio Tocantins e até os dias atuais ainda não teve totalizadas as suas compensações, pelas perdas territoriais na fauna e flora, culminando com o fechamento do Tocantins. Com a definição de uma empresa responsável pela exploração, a expectativa é que a situação seja diferente, com a população tendo oportunidades de observar as condicionantes e exigir seu cumprimento antes da exploração das riquezas do município.
A empresa Vale, responsável pela maior planta de exploração de minério de ferro no Pará, e referência em pesquisa mineral, foi contatada pela reportagem, e ficou de enviar nota ao jornal tão logo tivesse um posicionamento a respeito do assunto.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Crise na CMT: vereadores querem afastamento do presidente

A casa caiu: Ver. Zé Gomes pode ser afastado da presidencia da Câmara
Hoje a sessão da Câmara Municipalde Tucuruí foi bastante tumultuada. Foi a primeira depois que a vereadora e primeira secretária, Dra. Edileuza (PSC), entrou com mandado de segurança na justiça para que o presidente da Casa, Vereador Zé Gomes (PPS), cumpra o regimento interno no que diz respeito à ordenação de despesas.
Zé Gomes vinha ignorando o regimento desde que assumiu a presidência e, com isso, afastando a primeira secretária, que regimentalmente deve fazer parte no controle do orçamento. Segundo a vereadora, pairam suspeitas sobre licitações que teriam sido feitas irregularmente, em casos de alugueis de carros, despesas de xerox, além de cursos desnecessários e com valores absurdos.
Ao contrário do que acontecia antes das denúncias tornarem o caso público, agora alguns vereadores já se arvoram a pedir o afastamento do presidente, outros nem tanto. Dos dez parlamentares, apenas três se manifestaram favoráveis: Bena Navegantes (PP), Tabaco (PRP) e a própria vereadora Edileuza. Num verdadeiro “quebra-pau” no plenário, até a bancada da oposição, formada por PT/PSC, rachou. Para que o afastamento seja aprovado são necessárias as assinaturas de seis vereadores.

Foto-síntese: aviso ao ladrão


Plaquinhas brancas na ponta de quase todas as barracas de lanche da Praça do Rato, no centro de Tucuruí, mandam recado direto à bandidagem: "tem vigia". Se o larápio souber ler não vai querer se arriscar. Será?

Crise na CMT: juiza nega liminar para barrar projeto que exclui vereadora da ordenação de despesas

Verª Edileuza briga na justiça para fazer valer o Regimento Interno da Câmara
O mandado de segurança impetrado pela vereadora Dra. Edileuza (PSC) que pretendia impedir a tramitação, na Câmara Municipal, do Projeto de Resolução (PR) nº 001/2011 foi negado pela juíza Rosa Maria Moreira da Fonseca, da Primeira Vara da Comarca de Tucuruí.
O PR em questão visa alterar o Regimento Interno da Casa para atribuir ao diretor financeiro a ordenação de despesas em conjunto com o presidente da Casa, excluindo da atribuição a primeira secretária, no caso a vereadora. Os autores do faceiro projeto são os vereadores Tabaco (PRP), Titonho (PTB), Bena Navegantes e Chico Enfermeiro, esses dois últimos do PP.
Segundo a vereadora Edileuza, a decisão é provisória, pois a juíza pretende ouvir a outra parte antes de sua decisão definitiva. O presidente, Ver. Zé Gomes (PPS) já foi intimado a comparecer diante da magistrada em dez dias a contar de 18 de novembro, data em que proferiu a decisão. Veja detalhes no blog da Verª. Edileuza.

domingo, 20 de novembro de 2011

PMDB discute um novo rumo para Tucuruí

Gualberto comanda a reunião do PMDB
No último sábado (19/11) a noite o PMDB de Tucuruí reuniu a militância para discutir os problemas da cidade. Na direção dos trabalhos, Gualberto Neto levantou diversos questionamentos relacionados às áreas consideradas criticas, como saúde e educação. Ele chamou os filiados, amigos e simpatizantes a unirem forças para tirar o município da situação em que se encontra.
Gualberto, que é pré-candidato do partido à prefeitura nas próximas eleições, criticou o fato da atual administração não ter construído nada até o momento. “As obras que essa administração apresenta na mídia não passam de reformas. Grande parte da estrutura que nossa cidade tem hoje foi conquistada nas administrações do PMDB”, disse.
A opção pelas reformas do governo Sancler pode ser explicada pelo fato de que reformar permite um aditivo no orçamento de até 50%, enquanto que novas construções permitem apenas 25%. Ou seja, se uma reforma é orçada inicialmente em 1 milhão, no decorrer da obra  esse valor pode chegar a 1,5 milhão, o que torna muito mais difícil a tarefa de fiscalizar. Aliás, esse foi um outro problema bastante discutido: as contas da prefeitura são uma caixa-preta até agora indecifrável.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Os estados que ainda não pagam, e os que já pagam o piso dos professores

Fontes oficiais declaram que os professores estaduais, na sua maioria, estão retornando às salas de aula, mas, o movimento grevista não deu sinais de esmorecimento e a classe, formalmente, continua parada.
O núcleo do movimento paredista é o pagamento do piso constitucional, que o Pará ainda não implementou e o Judiciário deu prazo de 12 meses, a partir de janeiro de 2012, para fazer.
Abaixo, um gráfico do Portal Terra, que demonstra quais estados do Brasil já pagam o piso, ou acima dele, assim como aqueles que ainda não conseguiram pagar.
Note-se que os estados de Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já pagam acima do piso.
 
Clique na imagem para abrir um gráfico operacional, elaborado pelo Portal Terra, que lhe mostrará, ao clicar nos botões, um descritivo da situação no respectivo estado.
E aqui, outro gráfico, da “Folha de S. Paulo”, que mostra o estado do Amapá pagando o piso.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ninguém pode com a Vivo 3G

É verdade, ninguém pode baixar um arquivo, abrir uma página, mandar um e-mail, assistir um vídeo e tudo mais que se pode fazer na internet. É que a Vivo 3G está lenta há dias em Tucuruí. Quando iremos sair dessa situação lastimável e entrar definitivamente no século XXI?

Faltam argumentos para a campanha do NÃO

A campanha do NÃO ainda não mostrou a que veio. Sem argumentos concretos contra a divisão do Estado do Pará para a criação dos Estados do Tapajós e Carajás, apela para a emoção, exaltando sua grandeza e riquezas. Já a campanha do SIM vem mostrando, e convencendo, o que é melhor, que a criação dos dois novos estados será bom para quem mora nas regiões que serão emancipadas e até mesmo para o Pará remanescente.
O SIM também apela para a emoção, só que de forma mais eficiente. Respondendo ao slogan “não e não”, Duda Mendonça, responsável pelas peças publicitárias, criou o “não me diga não”, que pode acertar em cheio a consciência daqueles que moram na Grande Belém e Região. Essa parte do Estado é a que concentra a maior parte da população e que definirá o resultado que sairá das urnas no dia 11 de dezembro.

Foto-síntese: vandalismo estudantil

Enquanto alguns alunos apreciavam as atividades desenvolvidas pela Secretaria de Educação hoje pala manhã no Poliesportivo, que contou com apresentações musicais e concurso “soletrando”, outros aproveitavam para vandalizar o prédio. Na primeira foto o flagrante, na segunda o detalhe de quem praticava o malfeito.
É por essas e outras que eu acho que o Estatuto da Criança e do Adolescente deveria ter apenas um PARÁGRAFO ÚNICO: Toda criança e adolescente deve respeitar e obedecer aos pais, professores e aos mais velhos, como acontecia antes.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

PT de Tucuruí rumo a 2012

Alfredão, Jones e Gil (Foto do Blog do Miguel)
O PT de Tucuruí acelera a movimentação rumo a 2012. No último final de semana aconteceu um debate interno com a militância onde os candidatos a pré-candidato se apresentaram e discutiram os problemas da cidade. Na mesa, os possíveis futuros prefeituraveis foram os já conhecidos Jones Williams, Alfredão e Gil. As prévias estão marcadas para o dia 04 de dezembro.

Novo livro tenta reavivar a história sobre Tucuruí

Só uma ditadura podia ter imposto à nação uma hidrelétrica como a de Tucuruí, no rio Tocantins, no Pará, construída entre 1975 e 1984. Quando foi inaugurada, em setembro desse ano, seu custo crescera de 2,1 bilhões de dólares para US$ 4,7 bilhões. Ao final, ultrapassaria US$ 10 bilhões, sem que as autoridades se interessassem em buscar as causas de majoração desse porte.
Uma das denúncias feitas foi de ter havido corrupção não bra. Um adido militar brasileiro em Paris chegou a fazer a denúncia contra o então embaixador Delfim Neto, ainda um homem forte no poder. Mas tanto o relatório do coronel Raimundo Saraiva quanto o tema foram esquecidos. Por pura conveniência e conivência de quem podia sair atrás da defesa dos recursos públicos.
A hidrelétrica formou um reservatório que se tornou o segundo maior lago artificial do Brasil, afogando milhares de árvores em 3.100 quilômetros quadrados, onde são estocados 45 trilhões de litros de água. Essa água movimenta 21 gigantescas turbinas. Seis delas suprem de energia os dois maiores consumidores individuais de energia do país, que têm tarifas subsidiadas.
São duas das maiores fábricas de alumínio do mundo, hoje totalmente controladas por multinacionais: a Albrás, em Belém, e a Alumar, em São Luiz do Maranhão. Apenas três turbinas garantem o abastecimento de todo o Estado do Pará. O resto é exportado. O Pará se tornou o terceiro maior exportador de energia bruta do país. Manda para fora a possibilidade de se desenvolver.
Estes dados podiam levar à conclusão de que, hoje, Tucuruí não seria construída? Em tese, sim. Ainda mais porque, encerrado o ciclo dos generais-presidentes, o simulacro Sarney e a fanfarronice onerosa de Collor de Mello, assumiram antigos opositores do regime militar. Primeiro, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Depois, o operário Luiz Inácio Lula da Silva. E, agora, a ex-militante da esquerda armada Dilma Rousseff, sucessora do mestre no terceiro mandato presidencial seguido conquistado pelo PT.
Ao contrário do que se podia prever, porém, eles não mudaram a diretriz dos “grandes projetos” do tempo da ditadura. Em alguns casos, até agravaram seus problemas, com ônus para o tesouro nacional, o povo e a natureza. Mas não é esta a imagem dominante que se projeta desses governos para a sociedade. Provavelmente porque o debate que se trava a propósito das mega-hidrelétricas na Amazônia não tenha a profundidade que se requer. Nem mesmo a que houve no passado.
Não deixa de ser surpreendente verificar, pela leitura do novo livro que estou agora lançando (Tucuruí, a barragem da ditadura), que, mesmo sob o tacão de um governo forte, a polêmica criada em torno da quarta maior hidrelétrica do mundo foi muito intensa e chegou a mais detalhes do que atualmente, em plena democracia. Tão importante quanto esta marca, foi a discussão ter sido provocada através da imprensa, hoje tão domesticada e presa aos próprios interesses, e ter atingido uma massa muito maior do que a atual.
Fui quem mais escreveu sobre o tema, conforme levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Pará, reproduzido no livro. A imprensa paraense teve papel importante no ápice do entrevero da Eletronorte com a opinião pública sobre Tucuruí, quando, pouco antes do enchimento do reservatório, foi realizado um debate em Belém, com a duração de dois dias, promovido pela CPI do Sistema Hídrico da Câmara Federal.
Na época a legislação, ainda tímida, não previa a realização de audiência pública para o licenciamento ambiental da obra, mas a discussão travada foi mais fecunda do que essas sessões, previstas nas regras legais vigentes. A transcrição dos trechos principais desse debate revela a história efetivamente vivida, que estava ameaçada de se perder na sua oralidade efêmera. Esta pode ser uma contribuição valiosa para os que prosseguem na tentativa de fazer parte dessa história nos nossos dias, agora com Belo Monte, Jirau, Santo Antônio e, já na agulha, Teles Pires.