quinta-feira, 20 de outubro de 2011

MEC desiste de aumento de número de dias letivos

A secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, anunciou nesta quinta-feira (20) pelo Twitter que o MEC (Ministério da Educação) desistiu da proposta de aumentar de 200 para 220 o número de dias letivos por ano. O "consenso", segundo ela, é "aumentar a carga horária" diária.
De acordo com Maria do Pilar, o texto a ser encaminhado para o Congresso vai propor o aumento na carga horária. Ela citou o exemplo do programa Mais Educação, que permite que escolas tenham até sete horas por dia de aula, mas disse que, a princípio, "podemos começar com 5 h/dia, no mínimo, para todas [as escolas]".
"Apos reunião no MEC no dia 18/10, com professores, alunos, gestores, parlamentares, pesquisadores, ficou claro que não teremos aumento dos dias letivos de 200 para 220. O consenso é aumentar a carga horária diária, e o Legislativo receberá  a proposta consensuada nesta reunião e assumida pelo MEC", afirmou a secretária na rede social.
Aprendizado
Um estudo apresentado pelo próprio ministério, em setembro, mostrou que um aumento de dez dias no ano letivo poderia elevar o aprendizado do aluno em até 44% no período de um ano. No entanto, um dos problemas para o eventual aumento no número de dias seria a atual estrutura física das escolas do país.
Fonte: UOL Educação

5 comentários:

Anônimo disse...

Como será que vai ficar a vida de quem trabalha dois períodos? O salário vai aumentar ou será que estão providenciando a lei para o professor morar na escola ou virar ESCRAVO? Aliás, a gente tá bem perto disso, né?

Prof. Augusto Magalhães disse...

O MEC desistiu de aumentar os dias letivos, mas pretende aumentar a carga horária diária. Na minha opinião seria mais proveitoso diminuir acarga horária e aumentar a qualidade, estruturando os prédios e investindo em recursos didáticos modernos.

Anônimo disse...

Não vai adiantar nada aumentar a carga horária, assim como não adiantaria simplesmente aumentar a quantidade de dias letivos, se não oferecer condições de trabalho às escolas, aos professores e também aos alunos, o que inclui desde melhoria na infra estrutura dos prédios à melhoria nos salários, pra que o professor não tenha que sair correndo de uma escola pra outra, muitas vezes sem ter tempo nem pra comer. Parece que quem inventa essa leis não conhece a realidade da escola pública brasileira ou então tem mesmo a intenção de que elas possam dar errado e a culpa fique nos professores, levando a uma desvalorização ainda maior do profissional da educação.

Anônimo disse...

Quem sabe se nascesse um movimento dos educadores para que esse pessoal que inventa a lei passasse um mês, um bom tempo na escola, colado com os professores para ver como é que as coisas funcionam. Resultado: nunca mais gostariam de pisar numa escola, se eles aceitassem o desafio. Por que eles não criam a lei para ser cumprida onde diminuiriam alunos em sala, valorização do salário do professor, enfim, o que o Prof. Augusto e o outro anônimo (sem ser do escravo) sugeriram? Por que será ? Por que? Por que?

Anônimo disse...

Não tenho conhecimento de nenhum projeto de lei ou movimento desse tipo, mas se existisse acho que eles não aceitariam. Existe (ou existia)um projeto de lei que determina que os políticos devem colocar seus filhos pra estudar em escola pública, não faz muito o CQC fez uma rápida e bem humorada pesquisa entre os parlamentares em Brasília, sobre quem votaria a favor da lei e a colocaria em prática, de todos os entrevistados, incluindo oposição e governo, apenas o próprio autor da proposta foi a favor, os demais justificaram que eram contra a lei, pois não colocariam seus filhos pra estudar em escola pública porque ela não oferece condições e eles desejam o melhor pra seus filhos!(Anônimo das 12:57 de 24/10)