quinta-feira, 27 de outubro de 2011

MEC cancela provas do Enem de 639 estudantes

TODOS OS enunciados idênticos aos da prova do Enem publicados pelo Colégio Christus foram referentes às provas amarelas. No primeiro dia do exame, 23 de outubro (sábado), as perguntas 87, 46, 50, 74, 57, 34, 33, 32 estavam iguais as do simulado do colégio

Alunos do Colégio Christus, no Ceará, estão no centro dos escândalos de possíveis fraudes e vazamentos de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Ministério da Educação (MEC), anunciou, na tarde de ontem, o cancelamento definitivo das notas e das provas de todos os 639 alunos da instituição privada que fizeram os testes no último fim-de-semana. Eles poderão refazer as provas nos dias 28 e 29 de novembro, a mesma data dos candidatos presidiários

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), organizador do Enem, irá entrar em contato com os estudantes envolvidos para oferecer a possibilidade de refazerem os testes nos próximos dias 28 e 29 de novembro, na mesma data dos presidiários.

Pelo menos nove questões, disponíveis aos estudantes do Christus, estavam idênticas às aplicadas nos exames oficial, o que configuraria, no entender do Inep, um crime, uma quebra de isonomia entre as partes.

Cada uma das provas refeitas trará um gasto para a escola de, no mínimo, R$ 45 por aluno, um total de cerca de R$ 28 mil para a cobertura das despesas.

Possíveis sanções

Os rastros de irregularidades foram identificados na última terça-feira, quando dezenas de pré-universitários do Colégio Christus soltaram na nas redes sociais da internet as tais "coincidências" de nove questões publicadas tanto no caderno oficial do Enem quanto em uma apostila distribuída pelo Christus, segundo os próprios alunos, cerca de três semanas antes do Enem.

De acordo com o MEC, as condições de segurança das provas foram checadas e mantidas em todo País, sendo descartada assim a possibilidade de vazamento total.

Isso tudo foi apenas um mote para a tomada de decisão final do MEC que julgou, em nota, que o ocorrido configura uma quebra de isonomia e informa, ainda, que possíveis sanções contra o colégio ou seus proprietários vão depender da conclusão das investigações da Polícia Federal (PF). O texto aponta ainda que, "em caso de envolvimento da instituição ou de terceiros, o Inep manifesta desde já sua intenção de processá-los civil e criminalmente".

A fim de tratar com rigor vazamentos de questões, o MEC protocolou, ontem, o pedido de investigação do caso à Polícia Federal. O órgão federal anunciou que a denúncia está em fase de levantamento prévio dos fatos até que haja confirmação ou não de fraude contra o Enem.

Fonte: Diário do Nordeste

Um comentário:

Anônimo disse...

Antes quando a nota do ENEM só servia pra entrar nas universidades particulares através do PROUNI não acontecia todos esses problemas, hoje com o SISU os alunos das escolas públicas têm mais chance de entrar numa universidade pública e coincidentemente os problemas começaram a explodir, parece mesmo é sabotagem, uma espécie de complô contra o ENEM e consequentemente contra a escola pública, parece existir algo de podre no reino do INEP, o MEC e a Polícia Federal deveriam fazer uma investigação nesse sentido.