segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Paraenses em mais uma missão no Haiti

Soldados brasileiros atuando no Haiti
“Acho que dá para perceber como nossos problemas são pequenos perto dos outros. Eu espero colocar um ‘tijolinho’ na recuperação do país”. É com esse intuito que a sargento Joice Marques vai embarcar para o Haiti, onde integrará a missão da Organização das Nações Unidas (ONU). Com ela, uma equipe de mais 149 soldados paraenses embarcam no próximo dia 17.
Os militares do Exército – 93 de Belém e 57 de Tucuruí – irão passar seis meses no Haiti. “O Comando Militar da Amazônia vai substituir a tropa do Nordeste. É a segunda vez que vamos participar da missão”, afirma o major André Luiz Rodrigues. A missão dos soldados é a manutenção da paz e ajuda humanitária. “Vamos manter a segurança para que a ONU possa executar suas ações no país”, diz o major.
Antes de embarcar, os militares passaram seis meses em um treinamento especial, voltado para as ações que serão realizadas no Haiti. “Aprendemos o idioma da região (Creol), escolta de comboio e tudo que viveremos na prática”, conta o tenente Washington Amador. Ele fez parte do grupo que embarcou em 2008 e agora vive a expectativa de viver novamente a experiência. “É um aprendizado pessoal e profissional. O Haiti é o país mais pobre das Américas, carente de ajuda. Poder ajudar é muito gratificante, é um esforço válido por um bem maior”.
Expectativa
Já a sargento Joice vai participar da missão pela primeira vez, atuando como auxiliar de enfermagem. Somente duas mulheres integram a tropa dos militares paraenses que irão para o Haiti. “Sei que não é uma missão fácil, mas sei que será importante para minha formação e educação moral”.
Durante o dia, os militares realizam ações de patrulhamento a pé e motorizado e a escolta na distribuição de alimentos da ONU. O capitão Vladson Bancke destaca a relação com a população como um dos pontos positivos da missão. “Temos um contato direto com as pessoas, é um povo muito sofrido, tem muita pobreza. É uma lição de vida porque mesmo com o estado de pobreza em que vivem é um povo feliz, apreciam muito o Brasil, principalmente por causa do futebol”.
Arrasado por um terremoto em 2010, o Haiti ainda vive um processo de reconstrução. Cerca de 200 mil pessoas morreram por conta da catástrofe. Os militares devem encontrar um cenário bem diferente do visto em 2008, quando foram pela primeira vez em missão. “Existem agora campos de desabrigados em Porto Príncipe por conta do terremoto, é onde acontecem os maiores problemas”, afirma o capitão.
Fonte: Diário do Pará

Nenhum comentário: