terça-feira, 23 de agosto de 2011

Para presidente do PCdoB faltou “largueza de visão política” à Ana Júlia

Nem o próprio PT fez uma análise profunda sobre sua derrota nas últimas eleições estaduais. O fiasco Ana Júlia parece ter causado um profundo trauma na companheirada a ponto dessa discussão não ter fluido como seria necessário dentro do próprio partido. Pelo menos foi o que disse (em outras palavras, é claro), há algum tempo, a petista de carteirinha, blogueira e minha ex-professora na UFPA, Edilza fontes.
Agora, no blog da Leila Márcia, mais uma análise não muito diferente do que tenho “históricamente” ouvido sobre derrotas eleitorais petistas. O recém eleito presidente do PCdoB, Jorge Panzera, que foi sub-chefe da Casa Civil e Secretário de Esporte no Governo Ana Júlia, diz que faltou dentre outras coisas “largueza política” ao partido irmão. Veja a parte da entrevista que trata do assunto:

"Porque Ana Júlia não conseguiu se reeleger governadora?

A derrota eleitoral de 2010 foi fruto de um conjunto de fatores, mas penso que duas questões pesaram sobremaneira. Em primeiro lugar o governo não conseguiu fincar uma marca de transformação profunda da sociedade paraense, com identidade ligada à maioria da população paraense. É verdade que buscou implementar importantes mudanças, como a siderúrgica em Marabá, o Pólo do Biodiesel e importantes programas de combate às desigualdades (Bolsa Trabalho e Navega Pará), porém sem conseguir ser identificado como um projeto integrado. Por outro lado faltou largueza de visão política, entender que transformações assim não pode ser desenvolvida por um partido só, um grupo político só. Neste sentido faltou compreender que deveríamos governar com uma ampla frente política e social, nucleada pela esquerda. Não se conseguiu manter a amplitude da frente e nem se fortaleceu as forças e partidos de esquerda, houve uma política exclusivista e concentradora, o que foi decisivo para a derrota.
Agora é necessário compreender a magnitude da derrota sofrida, os erros que nos levaram a ela e preparar novo ciclo de acumulação de forças, recompondo um campo político, para enfrentar os novos desafios do momento. Se no governo era necessário esta visão política ampla, para o combate na oposição mais amplitude de visão é preciso."
Outros assuntos, como divisão do Pará e governo Jatene também fazem parte da entrevista. Clique aqui para ler na íntegra ou digite leilamarciapa.blogspot.com.

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