segunda-feira, 4 de julho de 2011

Separatismo: Plebiscito mudará cenário político

“Um terremoto político com poder para unificar ou desunir as elites do Pará”. É assim que o cientista político Roberto Corrêa define o que sem dúvida entrará para a história como um dos mais importantes eventos na vida do Estado: a realização do plebiscito para decidir se o mapa continuará como está ou se sofrerá alterações, dando lugar aos Estados do Tapajós e de Carajás. O plebiscito está colocando em lados opostos antigos aliados, ao mesmo tempo em que poderá reunir, num mesmo palanque, adversários ferrenhos da política paraense.
A análise dos resultados eleitorais de 2010 indica que a discussão em torno do plebiscito deve extrapolar as diferenças partidárias e poderá até criar cisões no seio das legendas. Pesquisador do Centro de Pós-Graduação em Ciência Polícia da Universidade Federal do Pará, Roberto Corrêa está avaliando os mapas eleitorais da última década. Ele quer elaborar uma lista das lideranças que podem perder e das que terão ganhos eleitorais com uma possível divisão.
Resultados
A análise da eleição de 2010 revela que na área passível de divisão há um predomínio dos grandes partidos, especialmente PMDB e PT. Por enquanto, foram levantados os resultados apenas das duas maiores cidades de cada região. No caso do Tapajós, o estudo se limitou a Santarém e Altamira. Na região equivalente ao que poder vir a ser o Estado de Carajás, foram destacados os resultados das eleições em Marabá e Parauapebas.
“Essa é uma questão que está além dos partidos e devemos analisá-la a partir das lideranças”, diz Corrêa.
Ele cita o exemplo de Santarém, onde a hegemonia nas eleições para a Câmara Federal ficou com o DEM, partido que não aparece entre os mais votados em nenhum outro município avaliado até agora. Lá, há uma liderança do Democratas (o deputado federal Lira Maia, que defende a criação do Estado do Tapajós). “Se ele sair da legenda, os votos migram”.
O peso das elites
Em princípio, a tendência é de que as elites políticas (termo que os cientistas políticos usam para se referir às lideranças com possibilidade de alcançar cargos eletivos) deem apoio à divisão por uma razão simples. Com a separação haverá um aumento do número de cargos e disputa. Com mais vagas, maiores são as chances de uma liderança ocupar um cargo eletivo.
Hoje, o Estado tem 41 deputados estaduais. Se dividido, o número de representantes da região no parlamento estadual saltará para 81, já que cada um dos novos Estados terá 27 representantes na Assembleia Legislativa. O número de deputados federais saltará de 17 para 24, e o de senadores sairá de três para nove.
Quem defende a divisão usa esses números para mostrar como haverá um aumento da representação. Os contrários lançam mão desses mesmos números, mas com o objetivo de alertar para o aumento do custo para manter as novas estruturas e possivelmente o aumento da corrupção, um fator quase inerente ao setor público brasileiro.
Líderes começam a se posicionar
O DIÁRIO consultou na semana passada o atual governador do Pará, Simão Jatene, e os ex- governadores do Estado Jader Barbalho, Almir Gabriel e Ana Júlia Carepa sobre a separação do Estado. A interlocutores próximos, Simão Jatene tem exibido argumentos contra a divisão. Publicamente, porém, o governador tem evitado tomar uma posição. Por meio da assessoria de imprensa, ele reafirmou na última sexta a decisão de se manter neutro durante o processo de plebiscito. Jatene defende, contudo, que haja uma ampla campanha de esclarecimento.
Desde o início, ele defendeu que eleitores de todo Estado (e não apenas da área a ser desmembrada) sejam ouvidos. Jatene também tem batido na tecla de que é preciso dissociar a consulta pública do processo eleitoral e tem falado que é necessária uma ampla campanha de esclarecimento sobre as consequências da divisão.
A ex-governadora Ana Júlia Carepa, cujo mandato se prolongou de 2007 a 2011, diz que o partido dela, o PT, ainda fará um debate para tomar posição. O mais provável, contudo, é que a legenda libere suas lideranças para se posicionarem como acharem melhor em relação à questão. Ana Júlia diz, porém, que pessoalmente defende a integração do Estado.
“O mundo está se integrando para diminuir diferenças”, diz, citando os exemplos da União Europeia e do Mercosul. Ana Júlia ressalta que não vê falta de legitimidade no movimento. “Entendo que essa é uma questão histórica, mas não podemos deixar de destacar os projetos públicos e os investimentos privados que estão chegando às regiões por ações do governo”.
A ex-governadora cita as eclusas de Tucuruí, a siderúrgica da Vale em Marabá e o Plano de Xingu, uma série de investimentos que serão feitos para compensar os efeitos da hidrelétrica de Belo Monte na região do Xingu.
O presidente do PMDB, Jader Barbalho, que governou o Pará no início dos anos 80 e entre 1990 e 1994, também deve manter neutralidade em relação ao tema.
“Torci pela aprovação do plebiscito. Será uma oportunidade para que o Pará conheça melhor o Pará. Esse é um debate necessário. Vai permitir que a gente se conheça mais”, afirma.
Jader diz que como eleitor vai acompanhar a discussão do tema para tomar uma posição particular. O PMDB, partido que ele preside, não terá posição fechada.
“Dentro do PMDB, há lideranças a favor da manutenção do Estado como está e outros a favor da divisão. Essa não é uma questão partidária”, explica.
O ex-governador Almir Gabriel, que ocupou o Palácio dos Despachos entre 1995 e 2002, classificou a atual proposta de divisão de “burra”. Segundo ele, o ideal seria dividir o Estado em dois: a margem direita do Xingu seria o Pará remanescente e a margem esquerda o Tapajós. Almir defende ainda a criação do território de Monte Alegre, que, diz ele, em 50 anos poderia ser transformado em Estado.
“Eu mudei de posição. Como governador prometi defender a unidade territorial do Pará, mas hoje, como cidadão comum, sou favorável à divisão, mas contra Carajás, que é uma proposta equivocada, criada para atender às ambições de alguns políticos”.
Fonte: Diário do Pará

20 comentários:

Anônimo disse...

Se o Pará fosse dividido em
4 estados, Pará, Tapajós, Carajás e Calha Norte a região Amazônica teria muito mais representatividade na Câmara Federal e no Senado. A bancada Amazônica teria mais poder e poderia desenvolver a região como um todo. A Amazônia teria mais representatividade no cenário nacional acabando na a hegemonia do eixo São Paulo e Rio de Janeiro.

Anônimo disse...

EMANCIPAÇÃO SERÁ O MAIOR INVESTIMENTO NA AMAZÔNIA.


No dia 11 de dezembro o Brasil verá, pela primeira vez, o povo se manifestando num plebiscito sobre a reorganização territorial e criação de novos Estados. Todos os demais Estados criados após a Independência foram resultado de decisões autoritárias. O Tocantins seria a exceção, mas neste caso quem se manifestou foi o Congresso constituinte e não o povo.

Mato Grosso foi dividido por uma canetada do general-presidente Figueiredo. Amapá, Acre, Rondônia e Roraima foram decisões do ditador Getúlio Vargas que os fez Territórios Federais depois transformados em Estados pelos constituintes de 1988. Muito antes, dom Pedro II criou Paraná e Amazonas. A própria capital federal, Brasília, cujo território foi retirado de Goiás, foi decisão solitária de Juscelino Kubistchek, projeto que enterrou o país na onda inflacionária que até hoje nos atemoriza.

O plebiscito pelo Tapajós e Carajás é, portanto, uma experiência sócio-política inédita e por isso o Brasil deveria prestar mais atenção, ao invés de as elites nacionais, especialmente a "grande" imprensa, ficarem desdenhando e externando o seu conhecido preconceito a respeito de tudo que se faz e tenta fazer na Amazônia. Seu preconceito só não se manifesta em relação ao saque dos recursos naturais daqui para lá.

Os que se opõem usam os mesmos surrados argumentos do passado, de que uma nova unidade autônoma sairia muito caro. Caro ao país é o projetado "trem-bala" Rio-S.Paulo, bilhões que poderiam ser empregados na construção de rodovias e ferrovias decentes por todo o país. Caro aos milhões de amazônidas são os mega-projetos de gigantescas hidrelétricas e de mineração que carregam as riquezas da região para fora, muito pouco ou nada deixando aos brasileiros da Amazônia, tão brasileiros quanto os demais. Caro, caríssimo ao Brasil é a percepção de governos tanto ditatoriais como democráticos que continuam a encarar a região como colônia do Brasil e do grande capital, nacional e estrangeiro.

Anônimo disse...

Tapajós e Carajás serão o maior investimento na Amazônia.


Congresso Nacional aprovou a criação do TREM BALA no Estado de São Paulo, ligando duas importantes cidades São Paulo ao Rio de Janeiro. Como se as cidades da Amazônia não fossem importante, há quem diga que a região norte é vista como colônia do Brasil. Trilhões de riquezas estão na Amazônia e a Federação não dá a menor importância a milhões de brasileiros que ali estão vivendo. No caso do TREM BALA quem vai pagar esse projeto faraônico, os custos estimados estão em 53 bilhões. Quem vai pagar essa conta, seria preciso então um plebiscito nacional para ver se os demais estados da Federação estão dispostos a contribuir com essa obra. Por falar em demais estados, venho salientar que , com mais dois estados na região norte a serem criados, só tendem a fortalecer a representatividade na Câmara Federal e no Senado Nacional a BANCADA POLÍTICA DA AMAZÔNIA. O que incomoda muitos políticos do sul com o fortalecimento da região norte norte do País. Cabe frisar que a criação de mais dois estados na região norte, será o maior investimento que o governo federal vai ser "obrigado" a implantar na Amazônia.

Anônimo disse...

PARÁ REMANESCENTE TAMBÉM IRÁ SE DESENVOLVER E CRESCER COM MAIS RECURSOS.

O novo Pará ficara com uma área de 245.000 km2, ou 20% do atual estado. Ele manterá 65% da população (4,6 milhões de habitantes) e 60% do PIB do Pará.
Então ele será pequeno? De forma alguma.
Vejamos: São Paulo tem 248.000 km², ou seja, o novo Pará terá quase o tamanho de São Paulo e será maior que os seguintes estados brasileiros: Rondônia, Roraima, Paraná, Acre, Ceará, Amapá, Pernambuco, Santa Catarina, Paraíba, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Alagoas e Sergipe.
Ele será pouco populoso? A população remanescente será maior que da Paraíba, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Alagoas, Piauí, Mato Grosso, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima. AQUI, uma planilha onde compilei dados do Tapajós e outros que peguei da Wikipédia sobre os estados brasileiros para fazer estas comparações.
As dimensões do Pará são colossais. Eu entendo que apenas assim comparando é que nos damos conta do que estamos tratando. Simplesmente de olhar num mapa, com as suas escalas colossais, não nos apercebemos, por exemplo, que Jacareacangá está a 1.154 km de Belém. E o que é isso?
Para termos idéia, na via rodoviária, a viagem São Paulo a Porto Alegre demanda percorrer 1.119 km, passando por dois estados (Paraná e Santa Catarina). E os 1.154 km são a distância na rota aérea. Quantos quilométricos são necessários na via rodoviária? Pesquisei no google maps, ele me informa não ser possível calcular.
Que dá para calcular, dá. Mas que o google maps deu essa resposta,

Anônimo disse...

BOA SORTE AOS TAPAJOARAS.


É engraçado como tem muitos parenses contra esse plebiscito sou AMAPAENSE em 1943 o Amapá virou território e em 1995 estado Hoje as dúvidas que confundem essas pessoas era as mesmas naquela época,o governo federal continuou custeando todos os serviços esenciais nesse caso com a criação do novo estado não será diferente a autonomia administrativa sera um marco para o desenvolvimento da região mas,se os moradores não tiverem comprometimento com gerações futuras o futuro estado do tapajós(se conseguirem)estará sempre aliado aos interesses dos políticos de Belém que pensam e um estado grande mas se desenvolvimento conjunto!Desde já desejo boa sorte caso consigam!

Anônimo disse...

Quem é quem na ALEPA sobre Tapajós e Carajás...

Deputados que são contra a divisão do Pará

Carlos Bordalo------------------------------- PT
Celso Sabino--------------------------------- PR
Chico da Pesca------------------------------- PT
Edmilson Rodrigues--------------------------- Psol
Eliel Faustino------------------------------- PR
Valdir Ganzer-------------------------------- PT
Manoel Pioneiro------------------------------ PSDB

Deputados neutros na discussão sobre a Divisão do Pará

Pastor Divino-------------------------------- PRB
Alessandro Novelino-------------------------- PSC
Ana Cunha------------------------------------ PSDB
Raimundo Belo-------------------------------- PSB
Cilene Couto--------------------------------- PSDB
Deputado Macarrão---------------------------- PMDB
Edilson Moura-------------------------------- PT
Eduardo Costa-------------------------------- PTB
Haroldo Martins------------------------------ DEM
Júnior Ferrari------------------------------- PTB
Luiz Rebelo---------------------------------- PP
Luzineide Farias----------------------------- PR
Márcio Miranda------------------------------- DEM
Martinho Carmona----------------------------- PMDB
Nilma Lima----------------------------------- PMDB
Raimundo Santos------------------------------ PR
Simone Morgado------------------------------- PMDB

Deputados que são a favor da Divisão do Pará
Airton Faleiro------------------------------- PT
Alexandre Von-------------------------------- PSDB
Antonio Rocha-------------------------------- PMDB
Bernadete ten Caten-------------------------- PT
Cássio Andrade------------------------------- PSB
Fernando Coimbra----------------------------- PDT
Gabriel Guerreiro---------------------------- PV
Hilton Aguiar-------------------------------- PSC
João Salame---------------------------------- PPS
Josefina Carmo------------------------------- PMDB
Milton Zimmer-------------------------------- PT
Ozório Juvenil------------------------------- PMDB
Parsifal Pontes------------------------------ PMDB
Pio X---------------------------------------- PDT
Tião Miranda--------------------------------- PT
Zé Maria------------------------------------- PT
Zé Megale------------------------------------ PSDB

Anônimo disse...

Veja abaixo como os 17 deputados federais que compõem a bancada do Pará como vão votar no plebiscito sobre a redivisão do estado.

Contra: 6

André Dias (PSDB)
Arnaldo Jordy (PPS)
Cláudio Puty (PT)
Elcione Barbalho (PMDB)
Lúcio Vale (PR)
Zé Geraldo (PT)
Wladimir Costa (PMDB)
- – - – - – - – - – - – - – - – - – - – - – -
A favor: 5

Dudimar Paxiúba (PSDB)
Giovanni Queiroz (PDT)
Lira Maia (DEM)
Wandelkolk Gonçalves (PSDB)
Zequinha Marinho (PSC)
- – - – - – - – - – - – - – - – - – - – - – -
Neutros (ainda não se decidiram):

Estão indecisos: 5

José Priante (PMDB)
Miriquinho Batista (PT)
Luiz Otávio (PMDB)
Josué Bengtson (PTB)
Beto Faro (PT)

Anônimo disse...

SAIU A LISTA DOS DEPUTADOS DO PARÁ SOBRE O PLEBISCITO.

Quem é quem na ALEPA sobre Tapajós e Carajás...

Deputados que são contra a divisão do Pará

Contra; 7

Carlos Bordalo------------------------------- PT
Celso Sabino--------------------------------- PR
Chico da Pesca------------------------------- PT
Edmilson Rodrigues--------------------------- Psol
Eliel Faustino------------------------------- PR
Valdir Ganzer-------------------------------- PT
Manoel Pioneiro------------------------------ PSDB

Deputados neutros na discussão sobre a Divisão do Pará

Estão indecisos: 17

Pastor Divino-------------------------------- PRB
Alessandro Novelino-------------------------- PSC
Ana Cunha------------------------------------ PSDB
Raimundo Belo-------------------------------- PSB
Cilene Couto--------------------------------- PSDB
Deputado Macarrão---------------------------- PMDB
Edilson Moura-------------------------------- PT
Eduardo Costa-------------------------------- PTB
Haroldo Martins------------------------------ DEM
Júnior Ferrari------------------------------- PTB
Luiz Rebelo---------------------------------- PP
Luzineide Farias----------------------------- PR
Márcio Miranda------------------------------- DEM
Martinho Carmona----------------------------- PMDB
NilmaPMDB
Raimundo Santos------------------------------ PR
Simone Morgado------------------------------- PMDB

Deputados que são a favor da Divisão do Pará

A Favor: 17

Airton Faleiro------------------------------- PT
Alexandre Von-------------------------------- PSDB
Antonio Rocha-------------------------------- PMDB
Bernadete ten Caten-------------------------- PT
Cássio Andrade------------------------------- PSB
Fernando Coimbra----------------------------- PDT
Gabriel Guerreiro---------------------------- PV
Hilton Aguiar-------------------------------- PSC
João Salame---------------------------------- PPS
Josefina Carmo------------------------------- PMDB
Milton Zimmer-------------------------------- PT
Ozório Juvenil------------------------------- PMDB
Parsifal Pontes------------------------------ PMDB
Pio X---------------------------------------- PDT
TiãoMiranda---------------------------------PT
Zé Maria------------------------------------- PT
Zé Megale------------------------------------ PSDB

Anônimo disse...

informações de esclarecimentos;

SERVIDORES PÚBLICOS E APOSENTADOS SERÃO INCORPORADOS PELO ESTADO DO TAPAJÓS.

Criação do estado do Tapajós: Como fica a situação dos servidores públicos?
Desde que surgiu o projeto para a criação do Estado do Tapajós, muitos são os questionamentos que a população do oeste do Pará se faz. Diante disso, o blog geosociedade.com resolveu responder semanalmente essas inquietações. Para responder a nossa primeira dúvida, conversamos com o senhor Orlando Pereira, membro da Comissão de Integração do Instituto Cidadão Pró Estado do Tapajós (ICPET)

GS: Como ficará a situação dos servidores públicos do estado do Pará com a criação do Estado do Tapajós?

Orlando:Eles serão incorporados,imediatamente, ao novo estado na condição que ele estiver como concursado ou contratado. Os concursados são efetivos, não tem dúvida; os temporários, os contratos depois serão desfeitos ou refeitos com a criação do novo estado. É bom lembrar que a Constituição Federal dá amparo legal a todos servidores públicos estaduais, possibilitando a eles a escolha de ficarem na região em que for criado o novo estado.

GS: Existirá perdas para esses servidores com a criação do novo estado?

Orlando:Não. Pelo contrário, qual é o estado que menos remunera os servidores públicos? Estado do Pará. Então só vamos evoluir na condição de um estado novo que dê uma remuneração melhor para os seus funcionários a exemplo de Tocantins, de Roraima que são estados que pagam melhor os seus funcionarios.

Segundo o senhor Orlando, essas dúvidas estáo surgindo porque grupos polĩticos contrários disseminam na população ideias negativas, medo de perdas com a criação do estado do Tapajós.

Anônimo disse...

ESTADOS DO SUL E SUDESTE QUEREM EVITAR CRIAÇÃO DE NOVOS ESTADOS

O debate sobre o desmembramento do Estado do Pará em três, com a criação de Tapajós e Carajás, ameaça deflagrar uma guerra civil no cenário político.

Preocupados com o efeito da medida dentro do Congresso, Estados mais populosos - a maioria deles concentrada no Sudeste e no Sul - se mobilizam para impor limites às bancadas dos que podem ser emancipados.

A Constituição fixa um piso de oito deputados e três senadores por Estado, qualquer que seja o número de eleitores. E o medo é que a criação desses dois novos Estados produza um desequilíbrio na Câmara, com maior concentração de poder no Norte em comparação com o resto do país.

"Não vejo problema na emancipação de Estados. Nem que tenha representações parlamentares no Senado e na Câmara. O que não acho certo é o mínimo de oito deputados federais. Há uma distorção da lógica da representação na Câmara. Há Estados superdimensionados e os subdimensionados", disse o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB).

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/944909

PS: Esse é o principal aspecto político do processo de criação de novos estados na Amazônia que as elites políticas de Belém e redondezas se recusam a enxergar. As raposas do café com leite e charque enxergam - e muito bem.

Anônimo disse...

Veja no blog do Colares, os deputados Zenaldo e Edimilson fazem campanha

com baixaria e mentiras contra a emancipação do Estado do Tapajós.

Anônimo disse...

Os deputados do Pará que são contra a emancipação do Estado do Tapajós e o Estado do Carajás, dizem que os estados não são viáveis. Pois bem, se não são viáveis , porque eles não querem perder essa região, se é um fardo porque eles não querem largar esse fardo. É exatamente o que eles estão provando, o Estado do Tapajós e o Estado do Carajás são ricos e viáveis por que eles não querem perder as tetas das vacas gordas.

Anônimo disse...

PARÁ REMANESCENTE TAMBÉM IRÁ SE DESENVOLVER E CRESCER COM MAIS RECURSOS.

O novo Pará ficara com uma área de 245.000 km2, ou 20% do atual estado. Ele manterá 65% da população (4,6 milhões de habitantes) e 60% do PIB do Pará.
Então ele será pequeno? De forma alguma.
Vejamos: São Paulo tem 248.000 km², ou seja, o novo Pará terá quase o tamanho de São Paulo e será maior que os seguintes estados brasileiros: Rondônia, Roraima, Paraná, Acre, Ceará, Amapá, Pernambuco, Santa Catarina, Paraíba, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Alagoas e Sergipe.
Ele será pouco populoso? A população remanescente será maior que da Paraíba, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Alagoas, Piauí, Mato Grosso, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima. AQUI, uma planilha onde compilei dados do Tapajós e outros que peguei da Wikipédia sobre os estados brasileiros para fazer estas comparações.
As dimensões do Pará são colossais. Eu entendo que apenas assim comparando é que nos damos conta do que estamos tratando. Simplesmente de olhar num mapa, com as suas escalas colossais, não nos apercebemos, por exemplo, que Jacareacangá está a 1.154 km de Belém. E o que é isso?
Para termos idéia, na via rodoviária, a viagem São Paulo a Porto Alegre demanda percorrer 1.119 km, passando por dois estados (Paraná e Santa Catarina). E os 1.154 km são a distância na rota aérea. Quantos quilométricos são necessários na via rodoviária? Pesquisei no google maps, ele me informa não ser possível calcular.
Que dá para calcular, dá. Mas que o google maps deu essa resposta,

Anônimo disse...

TRÊS ESTADOS VALEM MAIS QUE UM.
Quem só tem a ganhar com a criação de novos estados na região do Pará, é o próprio Pará remanescente, quem terá um PIB maior com uma população produtiva maior. Serão 3 estados que deverão receber mais investimentos do governo federal. Terão mais força para reivindicar mais recursos. Os três sairão ganhando. Se permanecer como está, os três vão afundar juntos e cair no esquecimento dos políticos de Brasília.

Anônimo disse...

O ESTADO DO TAPAJÓS JÁ EXISTE , BASTA SER EMANCIPADO !


Como pode uma cidade de 350 anos ainda ter o baixo desenvolvimento que tem? Falta de atenção dos governos estaduais.
A falta de respeito é tão gande que somos tratados como uma esposa cansada de apanhar e que pede separação: O governo vem aqui com “flores e presentes” fingindo nos valorizar para nos fazer voltar atrás em nossa decisão de emancipar o Estado do Tapajós.
Somos Mocorongos por nascer em nossa querida Santarém e não por sermos ignorantes. Não é um ato de generosidade que faz de um ávaro um generoso. O estado do Pará teve centenas de anos para nos valorizar. Nós nos valorizamos e somos mais do que “interior”. Já somos Tapajonenses em nossos corações. O Estado do Tapajós já existe. Só precisamos que isso seja oficialmente reconhecido.
Queremos o direito de nos desenvolvermos, de caminharmos com nossas próprias pernas.
E sinceramente, se a emancipação fosse para benefício de nossa elite, o que não é, prefiro beneficiar a elite daqui do que a de Belém. Pelo menos a daqui eu vou poder fiscalizar e cobrar. Aquela que fica a mais de 800 km é mais difícil.
Além do mais, a não emancipação beneficia a elite de lá. A assembléia legislativa do Pará tem poucos representantes do oeste do Pará. Com a emancipação teremos 100% de representantes da região: Garantia de legislação voltada exclusivamente aos nossos interesses. E ainda, duvido que tenhamos tanta gente assim em nossa elite que dê conta de todos os cargos públicos, quem vai governar este estado serão representantes do povo, com certeza. Quem defende esse pensamento de interesses elitizados por trás da emancipação, não sabe do que está falando. Seu discurso é medíocre e não deve ser levado em conta.
A emancipação será a solução para nossos problemas com certeza. Não a curto prazo, mas será. Talvez, solução até para o Pará. Quem sabe seremos uma opção de crescimento para os belenensens cansados da violência e desemprego da capital?

Anônimo disse...

Comentário:
Ederson Costa Pereira diz:

A espera do resgate da ilha dos desesperos pode está chegando ao fim, é assim que vivemos a anos em uma ilha, sem o minimo de recursos para se manter vivo, no meio de feras que engole nossas esperanças e nossos sonhos, querendo ali construir uma jangada para fugir da ilha mais ao mesmo tempo se teme o mar e seus perigos, mais mão podemos temer a nada nesse momento oportuno, vamos nos atirar nesse mar perigoso e ter a certeza que vamos encontrar a salvação e a libertação, vamos correr esse risco ao ter que morrer esperando esse resgate que nunca chega, viva a duas mais novas estrelas dessa federação, TAPAJÓS E CARAJÁS, E QUE DEUS NOS ILUMINE NESSA CAMINHADA, POIS ABENÇOADOS JÁ SOMOS.

Anônimo disse...

O governo do Pará investe contra a emancipação do Estado do Tapajós.


Ganso convocado para campanha do NÃO.
Portal IG
O jogador santista e da seleção brasileira Paulo Henrique Ganso (foto) foi escalado para compor o time de defensores da unidade do estado do Pará.
Ele deve ser um dos garotos propaganda da frente que vai fazer campanha pela não divisão de seu estado natal. Outro colega de chuteiras santista, o lateral Pará, também vai fazer parte do time.
Leia também:
Maia e Maria no QG.
“Missionário” leva Tapajós a professores.
Os dois foram convocados pelo também paraense e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante.
Ele, que age como cidadão nessa luta – uma vez que a OAB não tomou partido sobre a divisão do Estado -, tem buscado paraenses ilustres para a frente que quer dizer não à divisão do estado nas unidades federativas do Tapajós e Carajás.
O plebiscito sobre a divisão do Pará está marcado para o dia 11 de dezembro.

Anônimo disse...

Zenaldo Coutinho, contrata o jogador Ganso, da seleção brasileira e a cantora Fafá de Belém.

A furia do braço direito do governador Jatene não para por aí, ele fará de tudo para impedir a

emancipação.

A furia de Zenaldo só vem provar que o Estado do Tapajós é viável.

E ainda tem a cara de pau de dizer que há abusos da frente de emancipação do Tapajós e Carajás.

Ele sim comente abusos com o dinheiro público do Pará.

Zenaldo , dessa forma, assume que o Estado do Tapajós é viável.

Anônimo disse...

Asdurúbal Bentes deixa governo de Jatene
O Deputado Federal é a favor da criação dos estados do Tapajós e Carajás

O Secretário de Pesca do Pará, Asdrúbal Bentes, foi até o governador Simão Jatene e sem nenhum rodeio entregou o cargo que ocupa no primeiro escalão do governo tucano. Asdrúbal Bentes é Deputado Federal do PMDB, licenciado.






Uma das razões pela qual Asdrúbal entregou o cargo foi por defender a criação dos estados de Carajás e Tapajós. Outra, é por não ter nenhum recurso na pasta que administra, e também por ter hombridade e caráter, pois já que quer dividir o Pará, não pode jamais estar atrelado nos que são contra.

Asdrúbal Bentes foi corajoso e correto e todos que estão na mesma situação deveriam fazer o mesmo. O Deputado que deve voltar para Brasília, finalizou com a frase: “MINHA POSIÇÃO É IRREVERSÍVEL”.

mastroianny disse...

Olá pessoal. Sou acadêmico de Geografia na Unifap-ap e Paraense. E vou relatar um fato que aqui no AMAPÁ ocorre: criou-se o território e por conseguinte o Estado do Amapá que foi desmembrado do Pará, O Amapá é um Estado PARADO no tempo e acredite, só os políticos que mandam e desmandam por aki. A qm realmente beneficiou tal criação? SOU CONTRA a tal divisão!!! servirá apenas aos políticos corruptos.