sábado, 2 de julho de 2011

Fafá: "Sou radicalmente contra a divisão do Pará"

Fafá de Belém
No Pará, o plebiscito para questionar a criação de dois novos Estados, a ser realizado em novembro de 2011, provoca o desacordo da cantora Fafá de Belém com a tese separatista: "Sou radicalmente contra". Em entrevista a Terra Magazine, a artista, uma das estrelas da campanha das Diretas-Já, afirma que o surgimento dos Estados de Tapajós e Carajás provocará um retrocesso nas principais cidades paraenses.
- Sou contra. Radicalmente contra. Não dá para gastar essa fortuna, milhares de milhões, enquanto não se resolve a infraestrutura do Estado, das principais cidades. Ainda não resolveram o problema do saneamento, da saúde, da educação. Belém, lamentavelmente, eu li na revista Veja, é uma das capitais com piores condições de saneamento básico. Apenas 6% da cidade tem esgoto! Enquanto não se faz nada disso, não se pode pensar em dividir o Estado em três. É preciso fazer investimentos. Principalmente em Santarém (no oeste), Altamira (no sudoeste), onde o interior deve convergir. Deve-se, antes de pensar em divisão, cuidar dessas cidades - analisa a cantora paraense, que carrega a capital em seu nome artístico.
A Câmara e o Senado aprovaram os dois plebiscitos, que devem ser feitos simultaneamente pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Se a ideia polêmica for aprovada, o Pará será fragmentado para dar origem aos novos Estados de Carajás (sul e no sudeste) e Tapajós (oeste do Estado). O marqueteiro do separatismo será Duda Mendonça, responsável pela campanha do ex-presidente Lula em 2002 e proprietário de terras na região. Os antisseparatistas podem contar com as opiniões de Fafá. No Twitter e no Facebook, ela repetirá sua indignação com a proposta.
- A divisão vai dar dinheiro para os mesmos! Vai ser o mesmo equívoco. É ridículo, querido. Eles estão pensando nos próprios salários, na divisão dos cargos, no poder...
Mais de duas décadas depois da campanha das Diretas e da eleição de Tancredo Neves, Fafá de Belém prefere não deslegitimar a permanência de políticos como José Sarney e Jader Barbalho no poder federal. A artista defende investimentos em educação, uma das formas de transformar o Congresso.
- Veja o seguinte: eles estão no poder a partir do voto popular. O exercício da democracia é diário e, fundamentalmente, devemos investir muito em educação. Qualquer outra forma não resolve. Há que se investir em educação para inovar, para alterar o nosso quadro de representantes - conclui.
Fonte: terramagazine.terra.com.br

2 comentários:

Anônimo disse...

A criação do Estado do Tapajós e acredita que esta é a única possibilidade que Oeste do Pará tem para se desenvolver, para dar mais condições de vida digna a seus habitantes. Isso se faz necessário devido à total ausência do Governo do Estado nos 27 municípios que integram O FUTURO ESTADO DO TAPAJÓS. Você já reparou que só ouvimos falar em recursos e convênios para construção de algo na região quando se aproximam as campanhas eleitorais. E ainda há cidadãos que se recusam a aceitar a criação do Estado do Tapajós simplesmente porque não quer deixar de ser paraense. Que orgulho é esse de um Pará que nos exclui? De um Pará que só se preocupa com Região Metropolitana de Belém?

Não posso ter orgulho de um pai que me deixa sem água de qualidade, sem escola, sem a possibilidade de entrar num curso de nível técnico ou superior; de um pai que não cuida da minha saúde e que só se lembra de mim raras vezes, de quatro em quatro anos, quando sabe que eu vou poder fazer a diferença nas urnas.

Em Oriximiná, por exemplo, a COSANPA, não consegue abastecer todas as residências. Para que o povo não fique sem água, a Prefeitura mantém inúmeros micro sistemas de abastecimento pelos bairros da cidade. E acreditem, do pouco que resta para a responsabilidade da Estatal, ainda há morador que sofre com a falta um abastecimento regular.

Quanto às escolas de Ensino Médio, podemos começar pela falta de equipamentos, de professores, de reparos nas instalações. Depois de muitos anos de luta, finalmente a Escola Nicolino conseguiu ser reformada. Devido à distância entre o município e a Capital, os gestores das instituições de ensino acabam recorrendo à Gestão Municipal para conseguir sanar seus problemas mais imediatos.

Agora o mais triste é ver os filhos daqui viajando para Manaus, Belém e até mesmo Santarém para buscar qualificação profissional. Quem não quer ser professor, e ainda de áreas limitadas, deve sair de sua terra natal. E aqueles que não têm condições de sair? Que possibilidades lhes restam para prosseguir seus estudos? Depois de incansáveis e intermináveis súplicas e promessas, parece que finalmente vamos ter uma Escola Técnica, a obra foi iniciada em abril e parece que não anda, mas com esperanças um dia chegaremos lá...

Eu poderia passar horas escrevendo sobre a situação de nosso povo que, diga-se de passagem, Oriximiná ainda é privilegiada em relação a outros municípios, isso em função da presença da mineradora de bauxita, mas até quando poderemos contar com essa condição? Se a coisa por aqui não é das melhores, imagina em cidades como Terra Santa e Faro. Em sua cidade, por exemplo, como anda a participação do Governo do Estado? Observe as intuições Estaduais, veja como elas funcionam, qual a qualidade do serviço que oferecem e, certamente, você vai ver que precisamos de um governo mais perto da gente, mais perto de nossa realidade.

Você já deve ter lido ou assistido a alguma matéria mostrando somente fatores negativos em relação á criação do Estado do Tapajós. Mas não se engane! Essa é uma tentativa de ludibriar nosso povo para que sejamos contra o avanço, o fim do abandono de nossa região. E sabe por quê? Porque desmembrar o Pará, significa perda de receita para o Estado e posteriormente, perda de investimentos para região metropolitana, pois é lá que são investidos os nossos impostos, os nossos royalties. Agora eu pergunto: Quem gosta de perder dinheiro? Eu não gosto, você gosta? Então, no dia 11 de dezembro vote A FAVOR DA CRIAÇÃO DO ESTADO DO TAPAJÓS E VAMOS CRIAR A NOSSA NAÇÃO TAPAJOARA!!! Professores, esclareçam seus alunos! Padres e Pastores, debatam o assunto com seus fiéis! Associações e Sindicatos, chamem seus sócios para a discussão. O Nosso Estado do Precisa da mobilização de todos para podermos conquistar a nossa Carta de Alforria!

Anônimo disse...

O QUE VAI OCORRER É UMA EMANCIPAÇÃO E NÃO UMA SEPARAÇÃO..

O ser humano é muito egoísta, Pará, Tapajós e Carajás nunca vão se separar por questões geográficas. O que essa população que vive em situação miserável só deseja é se emancipar e construir um bem estar melhor, mais conforto, melhorias, infra estrutura, enfim um padrão de vida melhor. Todos irão crescer, o futuro Pará terá um PIB maior que os outros dois juntos. Não dá para ter uma região metropolitana de Belém desenvolvida e uma imensidão de território vivendo na miséria. Isso é egoísmo e ganância em detrimento do seu vizinho.
Viva o futuro Estado do Pará, Tapajós e Carajás em prol de um Brasil melhor. Todos tem o direito de melhores condições de vida e a emancipação vai beneficiar a todos. Foi melhor para Goias e Mato Grosso e será melhor para desenvolver o Pará. Eu, friamente quero um país melhor e o melhor para essa região, é a emancipação dessa região. Por isso digo SIM. TAPAJÓS E CARAJÁS DEVEM SE EMANCIPAR, para acabar com o desmando e abandono dessa região. O povo já está cansado de sofrer, falta tudo nessa região, professores, médicos, falta a presença do poder público. Triste região, "Terra de Ninguém" e velho oeste brasileiro.