terça-feira, 5 de julho de 2011

Égua, eu vou é tirar férias!

Não quero saber nem mais de blogar. Vou tirar férias total. Ainda ouço, como se viesse de dentro da minha cabeça a barulheira da molecada da 5ª série. O pior de tudo é que quando vai findando julho a gente começa a ficar com saudade da rotina. Pode?
Mas eu vou tirar férias. To precisando. Não aguento mais tanta coisa estranha acontecendo por aqui. O Prefeito, por exemplo, fez de tudo pra aparecer nos últimos dias. Acho que é pra ver se sobe o Ibope. Vestiu-se de galo e estampou outdoors pela cidade, andou levantando e beijando a taça do independente. E o Deley ficava dizendo: “Sancler, deixa eu pegar um pouquinho?”. Não sei como ele não apareceu no velório do Itamar.
Tem coisa mais estranha que isso: a chapa 4, da ASERT, ficou em último lugar e queria recontagem de votos. Será que estava pensando que ia pras cabeças? E os estudantes, que ganharam, mas não levaram? Fizeram a maior onda, tiraram os vereadores do recesso, revogaram o aumento da passagem, mas no dia seguinte pagaram R$ 2,25. Tem coisas que só acontecem por aqui. Eu vou pra qualquer lugar mais tranqüilo. Vou pro oriente médio encontrar uma bagdali e ficar por lá.
E tem mais coisa estranha. O mais novo cidadão Tucuruiense, Sinomar Naves, que ganhou esse honroso título por indicação do vereador Titonho (PTB), já não é mais tucuruiense. Deixou o galo cantando sozinho e foi rugir com o leão azul. Será que vai receber o título de cidadão belenense também? Duvideodó!
É por essas e outras que eu vou sumir no que resta desse sagrado mês de julho. Esta é minha última postagem do mês. Até agosto quando voltarei com as mais novas novidades sobre a estranha arte da política em Tucuruí. Abraço a todos e a todas e boas férias!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Separatismo: Plebiscito mudará cenário político

“Um terremoto político com poder para unificar ou desunir as elites do Pará”. É assim que o cientista político Roberto Corrêa define o que sem dúvida entrará para a história como um dos mais importantes eventos na vida do Estado: a realização do plebiscito para decidir se o mapa continuará como está ou se sofrerá alterações, dando lugar aos Estados do Tapajós e de Carajás. O plebiscito está colocando em lados opostos antigos aliados, ao mesmo tempo em que poderá reunir, num mesmo palanque, adversários ferrenhos da política paraense.
A análise dos resultados eleitorais de 2010 indica que a discussão em torno do plebiscito deve extrapolar as diferenças partidárias e poderá até criar cisões no seio das legendas. Pesquisador do Centro de Pós-Graduação em Ciência Polícia da Universidade Federal do Pará, Roberto Corrêa está avaliando os mapas eleitorais da última década. Ele quer elaborar uma lista das lideranças que podem perder e das que terão ganhos eleitorais com uma possível divisão.
Resultados
A análise da eleição de 2010 revela que na área passível de divisão há um predomínio dos grandes partidos, especialmente PMDB e PT. Por enquanto, foram levantados os resultados apenas das duas maiores cidades de cada região. No caso do Tapajós, o estudo se limitou a Santarém e Altamira. Na região equivalente ao que poder vir a ser o Estado de Carajás, foram destacados os resultados das eleições em Marabá e Parauapebas.
“Essa é uma questão que está além dos partidos e devemos analisá-la a partir das lideranças”, diz Corrêa.
Ele cita o exemplo de Santarém, onde a hegemonia nas eleições para a Câmara Federal ficou com o DEM, partido que não aparece entre os mais votados em nenhum outro município avaliado até agora. Lá, há uma liderança do Democratas (o deputado federal Lira Maia, que defende a criação do Estado do Tapajós). “Se ele sair da legenda, os votos migram”.
O peso das elites
Em princípio, a tendência é de que as elites políticas (termo que os cientistas políticos usam para se referir às lideranças com possibilidade de alcançar cargos eletivos) deem apoio à divisão por uma razão simples. Com a separação haverá um aumento do número de cargos e disputa. Com mais vagas, maiores são as chances de uma liderança ocupar um cargo eletivo.
Hoje, o Estado tem 41 deputados estaduais. Se dividido, o número de representantes da região no parlamento estadual saltará para 81, já que cada um dos novos Estados terá 27 representantes na Assembleia Legislativa. O número de deputados federais saltará de 17 para 24, e o de senadores sairá de três para nove.
Quem defende a divisão usa esses números para mostrar como haverá um aumento da representação. Os contrários lançam mão desses mesmos números, mas com o objetivo de alertar para o aumento do custo para manter as novas estruturas e possivelmente o aumento da corrupção, um fator quase inerente ao setor público brasileiro.
Líderes começam a se posicionar
O DIÁRIO consultou na semana passada o atual governador do Pará, Simão Jatene, e os ex- governadores do Estado Jader Barbalho, Almir Gabriel e Ana Júlia Carepa sobre a separação do Estado. A interlocutores próximos, Simão Jatene tem exibido argumentos contra a divisão. Publicamente, porém, o governador tem evitado tomar uma posição. Por meio da assessoria de imprensa, ele reafirmou na última sexta a decisão de se manter neutro durante o processo de plebiscito. Jatene defende, contudo, que haja uma ampla campanha de esclarecimento.
Desde o início, ele defendeu que eleitores de todo Estado (e não apenas da área a ser desmembrada) sejam ouvidos. Jatene também tem batido na tecla de que é preciso dissociar a consulta pública do processo eleitoral e tem falado que é necessária uma ampla campanha de esclarecimento sobre as consequências da divisão.
A ex-governadora Ana Júlia Carepa, cujo mandato se prolongou de 2007 a 2011, diz que o partido dela, o PT, ainda fará um debate para tomar posição. O mais provável, contudo, é que a legenda libere suas lideranças para se posicionarem como acharem melhor em relação à questão. Ana Júlia diz, porém, que pessoalmente defende a integração do Estado.
“O mundo está se integrando para diminuir diferenças”, diz, citando os exemplos da União Europeia e do Mercosul. Ana Júlia ressalta que não vê falta de legitimidade no movimento. “Entendo que essa é uma questão histórica, mas não podemos deixar de destacar os projetos públicos e os investimentos privados que estão chegando às regiões por ações do governo”.
A ex-governadora cita as eclusas de Tucuruí, a siderúrgica da Vale em Marabá e o Plano de Xingu, uma série de investimentos que serão feitos para compensar os efeitos da hidrelétrica de Belo Monte na região do Xingu.
O presidente do PMDB, Jader Barbalho, que governou o Pará no início dos anos 80 e entre 1990 e 1994, também deve manter neutralidade em relação ao tema.
“Torci pela aprovação do plebiscito. Será uma oportunidade para que o Pará conheça melhor o Pará. Esse é um debate necessário. Vai permitir que a gente se conheça mais”, afirma.
Jader diz que como eleitor vai acompanhar a discussão do tema para tomar uma posição particular. O PMDB, partido que ele preside, não terá posição fechada.
“Dentro do PMDB, há lideranças a favor da manutenção do Estado como está e outros a favor da divisão. Essa não é uma questão partidária”, explica.
O ex-governador Almir Gabriel, que ocupou o Palácio dos Despachos entre 1995 e 2002, classificou a atual proposta de divisão de “burra”. Segundo ele, o ideal seria dividir o Estado em dois: a margem direita do Xingu seria o Pará remanescente e a margem esquerda o Tapajós. Almir defende ainda a criação do território de Monte Alegre, que, diz ele, em 50 anos poderia ser transformado em Estado.
“Eu mudei de posição. Como governador prometi defender a unidade territorial do Pará, mas hoje, como cidadão comum, sou favorável à divisão, mas contra Carajás, que é uma proposta equivocada, criada para atender às ambições de alguns políticos”.
Fonte: Diário do Pará

Sinomar pode renovar com Galo ou ir para Santarém

Sinomar Naves está com o contrato vencido com o Galo
O Independente já tem data certa para a estreia no Campeonato Brasileiro da quarta divisão: 13 dias separam o Galo de Tucuruí para o jogo contra o Trem do Amapá, em Macapá. Para a competição, a diretoria já anunciou alguns reforços (como o atacante Jaílson, ex-Cametá), falou de especulações (como o zagueiro Diego Barros e o lateral Mocajuba) e até revelou o teto salarial que não deve ultrapassar a faixa dos R$ 140 mil por mês.
Porém, o que a diretoria do Galo Elétrico parece ter esquecido foi de conseguir um treinador, já que, até ontem (3), Sinomar Naves, técnico da conquista do título paraense, ainda não havia recebido nenhuma proposta do presidente do Independente, Deley Santos. “O meu contrato com o clube venceu dia 20 (de junho). Continuei porque iríamos fazer o jogo da final”, explicou Naves.
Com a reapresentação marcada para acontecer já amanhã (5), após uma semana de folga, a dúvida quanto à permanência de Sinomar em Tucuruí continua e até mesmo aumenta depois das afirmações de Rosinaldo do Vale, presidente do São Raimundo, de que diretores do Galo Elétrico teriam procurado Charles Guerreiro (treinador do time santareno no campeonato paraense deste ano) com o intuito de oferecer uma proposta para treinar o time de Tucuruí. “Não posso falar das propostas, nem de mim e nem da parte dele, (Deley Santos) porque, desde a final, em nenhum momento conversamos sobre isso (novo contrato)”, revela.
Fonte: Diário do Pará

domingo, 3 de julho de 2011

Prenúncio do que virá?

"Os ataques da elite de Belém começaram...

Segundo Sérgio Couto, substituto do deputado Zenaldo Coutinho no seminário realizado ontem, na UFPA, existem três tipos de pessoas favoráveis a criação dos novos Estados: 1. "os ingênuos", 2. "os oportunistas", 3. "e aqueles que só querem tirar lucro, os empresários". Citando o tristemente famoso major Curió, classificou tambem os que chegam ao Pará vindo de outros Estados: o corno, o foragido e o endividado. Tudo isso dito no ambiente acadêmico e transmitido pelo portal da UFPA. Houve reação imediata da platéia e um interferiu acusando Couto de xenofobia. Prenúncio do que virá?"

Comentário de um anônimo em “TSE marca para dezembro plebiscito sobre divisão do Pará”

sábado, 2 de julho de 2011

PCdoB realiza conferência estadual

Com mais de 4000 filiados reunidos na base, os comunistas paraenses realizam nesse fim de semana 01, 02 e 03 de julho a 14ª Conferência Estadual do PCdoB – Pará, contando com a presença da direção nacional. A abertura do evento aconteceu no Auditório da Assembléia Legislativa no início da noite de ontem.
Nesse processo foram eleitos mais de 200 delegados que se organizaram em 70 municípios do Pará com a tarefa de definir o projeto político estadual e eleger a nova direção do PCdoB para os próximos dois anos.
Entre os temas em debates o Partido Comunista do Brasil busca reposicionar-se no cenário político estadual explorando os seguintes pontos:
- As reformas: política, tributária, da comunicação e as sociais: Agrária, da educação e urbana.
- A luta por um novo projeto de desenvolvimento nacional que visa valorizar o trabalho, gerando emprego e renda com inclusão social dos brasileiros.
- Como Partido faz parte da base de sustentação do governo Dilma, lutará pelo êxito desse governo, contribuindo com a política geral do País e com políticas publicas na área do esporte responsável pelos principais eventos esportivos do mundo que se realizará no Brasil como Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016.
- Na política estadual faz oposição programática ao Governo Jatene defende um novo modelo de desenvolvimento para o Pará, rompendo com o modelo extrativistas de exploração dos recursos naturais que se perpetua a séculos no estado.
- Disputará eleições com chapas próprias ou com alianças nos diversos municípios onde o PCdoB está organizado no Pará, tanto no campo majoritário quanto no campo proporcional
Leia abaixo a íntegra da Resolução Política a ser aprovada pela 14ª Conferência
Ampliar o protagonismo do PCdoB para combater o tucanato e construir um novo projeto de desenvolvimento para o Pará
O Partido Comunista do Brasil no Pará, reunido em sua 14ª Conferência Estadual, analisando a situação política nacional e estadual, reafirmando seus compromissos com a luta pelo socialismo, com os interesses do povo e com o desenvolvimento do Estado aprova a seguinte resolução política:
1. O PCdoB lutará pelo êxito do governo da presidenta Dilma no sentido de avançar nas mudanças estruturais no país, no rumo da construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional.
2. O PCdoB faz oposição programática ao governo Simão Jatene (PSDB), por compreender que o retorno do tucanato ao Governo do Estado significa o retorno das forças políticas conservadoras, representante das elites paraenses e do latifúndio. É tarefa central dos comunistas paraenses contribuir no relançamento do campo oposicionista ao governo Jatene, ajudando a construir um projeto de desenvolvimento para o estado do Pará, aproveitando a diversidade de riqueza e o imenso potencial econômico do território paraense, que busque a redução das desigualdades sociais e regionais, valorizando o trabalho e ampliando a democracia.
3. As eleições de 2012 serão parte do processo de reestruturação da oposição ao tucanato. O PCdoB participará desta batalha lutando para recompor um campo oposicionista, tendo como referência a base de apoio ao governo Dilma e a construção de um movimento oposicionista ao Governo do Estado. Nossos esforços serão no sentido de prioritariamente reconquistar, em chapa própria ou ampla, nossa presença na Câmara Municipal de Belém; manter e ampliar nossos espaços nas Câmaras Municipais de Vereadores no interior do Estado; disputar eleições de prefeitos e vice-prefeitos tanto no interior como na capital. Necessitamos também ampliar a base eleitoral do Partido nos grandes municípios e construir sistema de acompanhamento político de nossos mandatos. Elemento importante deste processo é uma ampla campanha de filiação de lideranças políticas ao Partido.
4. Os movimentos sociais têm importância fundamental na construção da oposição ao PSDB no Pará, pois a luta social precisa ser ampliada neste período e deve ser parte fundamental da base social da retomada de um projeto de desenvolvimento para o estado. Nossa presença nos movimentos e na luta social deve se ampliar, se aprofundar e ser tratada como prioridade, com visão especial para os trabalhadores, a juventude e as mulheres.
5. A estruturação e organização do Partido é fundamental para ampliar nossos espaços políticos e na luta social, sem um Partido forte e organizado nosso protagonismo político será reduzido. Devemos dar atenção prioritária na construção de um sistema de direção partidária, que deve ter com vértice o Comitê Estadual e sua Comissão Política, que precisam ter funcionamento coletivo ampliado. Os Comitês Municipais devem ser a base deste sistema, em especial o da Capital e das cidades pólos nas diversas regiões do estado. O elo entre o Comitê Estadual e os Comitês Municipais devem ser a realização permanente de Fóruns Macrorregionais. Este esforço deve ser desenvolvido tendo como sentido a valorização da militância política e a construção de extensa base militante organizada.
6. Parte do esforço de direção é implantar uma eficaz gestão de política de quadros, partindo do levantamento de todos os quadros do Partido no estado. Construindo uma visão planejada que leve em consideração a formação, a alocação, a promoção, a renovação e o controle coletivo da atividade dos quadros partidários. Para isso é fundamental implementar o departamento de quadros no âmbito da Comissão Estadual de Organização.
7. Momento político importante deste ano de 2011 será a realização do Plebiscito sobre a divisão do estado que deve acontecer em dezembro. O PCdoB deve se posicionar politicamente neste processo, levando em consideração o projeto desenvolvimento nacional e a defesa dos interesses do povo e do desenvolvimento do Estado. Para isso devemos realizar no início do segundo semestre um amplo debate sobre o tema, com seminários regionais, mesas redondas, debates no Comitê Estadual, debate com o Comitê Central, para aprovar um posicionamento que mantenha a unidade do Partido.
8. Em 2012 o PCdoB comemorará 90 anos de vida e de luta em defesa do Brasil, dos trabalhadores, do povo e do socialismo. Devemos realizar um conjunto de atividades comemorativas em todo o estado reafirmando a identidade do Partido, a luta pelo socialismo e a defesa de um novo projeto nacional de desenvolvimento.
Fonte: vermelho.org.br

TSE marca para dezembro plebiscito sobre divisão do Pará

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) definiu, na última quinta-feira (30/6), o calendário eleitoral para a realização do plebiscito que decidirá sobre o desmembramento do Estado do Pará e a criação dos Estados de Carajás e Tapajós. O plebiscito está marcado para o dia 11 de dezembro deste ano, com a abertura das seções eleitorais às 8h e encerramento da votação às 17h.
Os ministros chegaram à conclusão que todos os eleitores do Estado do Pará devem participar do plebiscito, conforme determina o artigo 7º da Lei 9.709/98. De acordo com a norma, no caso de desmembramento deve ser consultada a população diretamente interessada.
Também foram definidas as duas perguntas que devem ser respondidas pelos eleitores: a primeira é: você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Carajás? A segunda é: você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Tapajós?
O calendário autoriza a propaganda sobre o plebiscito a partir do dia 13 de setembro, inclusive na internet e com alto falantes e amplificadores de som. Também a partir desta data as pesquisas de opinião pública relativas ao plebiscito deverão ser registradas no TRE-PA (Tribunal Regional Eleitoral do Pará). Já a propaganda gratuita no rádio e na televisão, a ser transmitida apenas para o Estado do Pará, terá início no dia 11 de novembro, 30 dias antes do plebiscito.
Fonte: ultimainstancia.uol.com.br

Fafá: "Sou radicalmente contra a divisão do Pará"

Fafá de Belém
No Pará, o plebiscito para questionar a criação de dois novos Estados, a ser realizado em novembro de 2011, provoca o desacordo da cantora Fafá de Belém com a tese separatista: "Sou radicalmente contra". Em entrevista a Terra Magazine, a artista, uma das estrelas da campanha das Diretas-Já, afirma que o surgimento dos Estados de Tapajós e Carajás provocará um retrocesso nas principais cidades paraenses.
- Sou contra. Radicalmente contra. Não dá para gastar essa fortuna, milhares de milhões, enquanto não se resolve a infraestrutura do Estado, das principais cidades. Ainda não resolveram o problema do saneamento, da saúde, da educação. Belém, lamentavelmente, eu li na revista Veja, é uma das capitais com piores condições de saneamento básico. Apenas 6% da cidade tem esgoto! Enquanto não se faz nada disso, não se pode pensar em dividir o Estado em três. É preciso fazer investimentos. Principalmente em Santarém (no oeste), Altamira (no sudoeste), onde o interior deve convergir. Deve-se, antes de pensar em divisão, cuidar dessas cidades - analisa a cantora paraense, que carrega a capital em seu nome artístico.
A Câmara e o Senado aprovaram os dois plebiscitos, que devem ser feitos simultaneamente pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Se a ideia polêmica for aprovada, o Pará será fragmentado para dar origem aos novos Estados de Carajás (sul e no sudeste) e Tapajós (oeste do Estado). O marqueteiro do separatismo será Duda Mendonça, responsável pela campanha do ex-presidente Lula em 2002 e proprietário de terras na região. Os antisseparatistas podem contar com as opiniões de Fafá. No Twitter e no Facebook, ela repetirá sua indignação com a proposta.
- A divisão vai dar dinheiro para os mesmos! Vai ser o mesmo equívoco. É ridículo, querido. Eles estão pensando nos próprios salários, na divisão dos cargos, no poder...
Mais de duas décadas depois da campanha das Diretas e da eleição de Tancredo Neves, Fafá de Belém prefere não deslegitimar a permanência de políticos como José Sarney e Jader Barbalho no poder federal. A artista defende investimentos em educação, uma das formas de transformar o Congresso.
- Veja o seguinte: eles estão no poder a partir do voto popular. O exercício da democracia é diário e, fundamentalmente, devemos investir muito em educação. Qualquer outra forma não resolve. Há que se investir em educação para inovar, para alterar o nosso quadro de representantes - conclui.
Fonte: terramagazine.terra.com.br

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Constrangidos, vereadores revogam aumento da passagem

Estudantes compareceram à sessão que revogou aumento da pasagem
Em uma sessão extraordinária convocada às pressas pelo presidente da Câmara Municipal, Vereador Zé Gomes (PPS), a pedido do prefeito, os vereadores, que já estavam gozando de recesso, revogaram, meio constrangidos, o aumento da passagem de ônibus que iria vigorar a partir de hoje,1º de julho.
O valor da passagem, que custa hoje R$ 2,00 iria subir para R$ 2,25 graças a uma lei apresentada pelo executivo e aprovada unanimemente no ano passado pelos próprios vereadores. A decisão de revogar o aumento aconteceu após os estudantes, que fazem parte do Movimento Absurdo, tomarem a atitude radical de fechar, na manhã de ontem, a BR 422 na altura do Posto Petromax, impedindo que os ônibus da Viação Tucuruí seguissem viagem. Antes do fechamento da via, os estudantes já haviam ido ao Ministério Público, onde conseguiram impedir o novo aumento que estava programado para janeiro de 2011. Lá a Viação Tucuruí e a Prefeitura Municipal se comprometeram a não aumentar o preço da passagem até apresentarem um estudo mais detalhado. O que não foi cumprido.
Ao se pronunciarem, os vereadores não faziam mais que se justificar, pois estavam revogando uma decisão tomada pela própria Câmara a pedido do prefeito, que voltou atrás e foi novamente seguido pelos parlamentares. A oposição, ainda mais constrangida, tentou pôr a culpa no executivo, que não teria apresentado uma planilha alternativa à da Viação Tucuruí.
Segundo o presidente do Grêmio da Escola Rui Barbosa - Ensino Médio, Rafael Douglas, um dos líderes do movimento, a revogação do aumento da passagem foi uma vitória dos estudantes e de toda a sociedade. Ele lamentou que a UNEST não tenha dado apoio e nem participado, embora tenha sido convidada várias vezes.
O Movimento Absurdo, que tem sua base nas escolas Rui Barbosa e IFPA, surgiu, segundo Rafael, no dia 27 de outubro do ano passado na luta contra o aumento abusivo da passagem de ônibus.
Não participaram da Sessão o vereador Titonho (PTB), que está em viagem pelo Nordeste, e a vereadora Dra. Edileuza (PSC), que encontra-se doente, segundo justificou seu substituto na secretaria da mesa, vereador Jones William (PT).

JEP's começam em Curionópolis

A programação teve direito até à tocha Olímpica
Cerca de 6.500 alunos da rede estadual e municipal disputaram os troféus e medalhas das seis etapas regionais dos 53° Jogos Estudantis Paraenses, evento organizado pelo Núcleo de Esporte e Lazer (NEL) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em parceria com a maioria das prefeituras das cidades-sedes que receberam o evento esportivo.
Na noite do último dia 29 foi a vez do município de Curionópolis, no sudeste paraense. Lá, cerca de 1.500 atletas de dezenas escolas municipais participaram da solenidade de abertura que contou com a presença do secretário-adjunto de logística, José Croelhas e do prefeito Wenderson Chamon, além do diretor da 4ª Unidade Regional de Educação, Paulo Souza.
A maratona das etapas regionais iniciou em maio por Ourilândia do Norte, passando por Tailândia, Santarém, Breves, Castanhal, chegando à cidade de Curionópolis. Castanhal, no nordeste do Estado, reuniu o maior número de municípios, 22. Na programação de ontem, ocorrida no estádio Wilson Fonseca, desfilaram estudantes de Jacundá, Parauapebas, Eldorado dos Carajás, Bom Jesus do Tocantins, Tucuruí, Curionópolis, Breu Branco, Rondon do Pará, Goianésia, Marabá e a cidade anfitriã de Curionópolis. As partidas começaram na manhã de hoje.
Em média, são seis dias de atividades esportivas durante as etapas regionais. Crianças e adolescentes disputam partidas de voleibol, futebol de salão, handebol, basquetebol, além de modalidades individuais como tênis de mesa e xadrez.
Super-Jep's
Terminadas as seletivas por região, chega a vez dos alunos de todo estado se encontrarem em Belém em dois momentos no Super-JEP's 2011: de 8 a 13 de agosto (categoria A – infantil) e de 7 a 11 de novembro (categoria B - infanto-juvenil). As equipes vencedoras estarão automaticamente credenciadas a disputar as Olimpíadas Escolares Brasileiras. A cidade de João Pessoa (PB) sediará nacionalmente a edição na categoria A (para atletas entre 12 e 14 anos). Em setembro, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) estará anunciando a cidade-sede das competições na categoria B (idade entre 15 e 17 anos).
Para Glória Guerreiro, coordenadora do NEL, a programação dos JEP's, que em breve deve receber a nova denominação de Olimpíadas Escolares Paraenses, foi resgatada pelo atual governo. “A confiança no esforço no governo estadual por parte de prefeituras, alunos, garantiu pontos favoráveis aos Jogos. Em Castanhal, por exemplo, 22 cidades participaram da etapa do nordeste do estado”, disse. Ela destacou ainda o trabalho com os professores que atuam como árbitros, além dos técnicos que ajudam a organizar as seletivas.
Fonte: Sérgio Chene - Ascom Seduc

Governo lança Plano Nacional de Banda Larga

O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) lançou nesta quinta-feira (30) o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Quatro concessionárias (Oi, Telefônica, CTBC e Sercomtel) já aderiram ao programa federal e começarão a fazer ofertas comerciais dentro de um mês.
A velocidade de conexão ofertada deverá ser 1 Mbps (megabit por segundo). O preço será R$ 29,80 nos Estados que concederem isenção de ICMS e R$ 35 onde não houver a isenção.
Os acertos finais ocorreram no Planalto. A presidente Dilma Rousseff concordou com os pontos apresentados pelo ministro, mas insistiu em que deveria haver "mecanismos de controle" da qualidade do serviço. Bernardo disse à presidente que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já estava preparando regras para apertar o cerco às teles, principalmente.
Dilma exige que a velocidade de 1 Mbps seja real e não nominal. Hoje as teles se comprometem a entregar no mínimo 10% da velocidade contratada. Chamado às pressas ao Planalto, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, teve de se comprometer com Dilma de que as teles vão entregar bem mais do que 10%. Ele disse que até outubro deste ano estará em vigor um novo regulamento de qualidade dos serviços que também contemplará a internet.
Novas metas
Até o fechamento desta matéria, as quatro concessionárias ainda estavam reunidas com o ministro definindo os últimos detalhes do PNBL. Mas foi apurado que, até 2014, elas terão de levar acessos fixos ou móveis a 70% dos municípios brasileiros - hoje, somente 27%.
Operadoras fixas que possuem operadoras móveis (Oi e Telefônica) poderão vender conexões de 1 Mbps pela rede móvel nos locais onde não têm infraestrutura fixa. Operadoras móveis como Claro e TIM estão negociando com o governo. Ainda segundo a Folha apurou, a TIM está perto de fechar um acordo.
Em um primeiro momento, as teles que aderirem ao PNBL poderão vender pacotes combinados de telefonia e internet. Contudo, a isenção de imposto só poderá incidir sobre a banda larga.
A Oi venderá o combo (telefone e internet) cobrando R$ 35 pela internet (sem isenção) ou R$ 29,80 (com isenção) mais R$ 30 (sem isenção) para também entregar telefone fixo. As operadoras estarão livres para ofertar também TV paga assim que a Anatel liberar definitivamente as licenças de TV a cabo.
Nos locais onde as operadoras não levarem acessos de internet ao consumidor, elas serão obrigadas a alugar a capacidade de suas centrais para terceiros, principalmente pequenos provedores, a preços de referência.
Fonte: Folha de São Paulo