quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sérgio Duboc é considerado foragido

Ligado ao Senador Mário Couto, Sérgio Duboc está foragido (foto: Oséas Snatos)
O juiz da 1ª Vara de Inquéritos Policiais, Pedro Sotero, decretou no dia 14 de maio a prisão do ex-diretor financeiro da Assembleia Legislativa do Estado, Sérgio Duboc, e também de Sandro Matos, ex-integrante da comissão de licitação da casa, e de José Carlos Rodrigues de Souza, dono da empresa J.C. Rodrigues de Souza, que tem nome fantasia de Croc Tapioca.
De acordo com o promotor Nelson Medrado, na manhã desta quarta-feira (15), José Carlos e Sandro encontram-se detidos, aguardando a chegada de advogados para prestarem depoimento, na sede do Ministério Público do Estado. Os envolvidos que tiveram a prisão preventiva decretada serão encaminhados para o Corpo de Bombeiros Militar, onde ficarão presos.
Sérgio Duboc não foi localizado e está sendo considerado foragido.  Ele era o diretor financeiro da AL na gestão de Mário Couto e foi mantido no cargo por Domingos Juvenil. Deixou a casa para assumir uma assessoria de Couto e, em seguida, foi para a direção do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), cargo deixado após denúncias de envolvimento nas fraudes no setor de pessoal da AL.
Segundo as denúncias, haveria uso de contratos com a Croc para compra de farinha de tapioca como forma de desviar recursos da Assembleia Ligislativa na gestão de Mário Couto. Promotores descobriram que Sérgio Duboc pagou à Croc as três notas fiscais com base nas cartas-convite aprovadas pela Comissão de Licitação, integrada por Daura Hage, mulher do dono da Croc, José Carlos Rodrigues de Souza. Daura foi presa durante operação. Na casa dela foram encontrados R$ 20 mil em dinheiro e R$ 15 mil em tíquetes alimentação.

PRISÃO

Segundo os promotores de justiça, a preventiva de Sandro Rogério, José Carlos e Sérgio Duboc foi requerida em virtude dos investigados terem cometido de crime de falsificação de documentos públicos, corrupção e outras fraudes.
Além disso, ficou comprovado, após apreensão de um gravador digital na residência de José Carlos, na última operação de busca e apreensão, que havia um conluio entre os três que tiveram mandado de prisão expedido, para tentar ludibriar as investigações, combinando depoimentos.
Nas gravações, Sandro Rogério diz a José Carlos como esse deve proceder nos depoimentos e propõe que este último assuma a culpa, dizendo que exercia influência junto às empresas concorrentes e por isso vencia as licitações. Em troca o grupo responsável pelas fraudes pagaria os custos do advogado de José Carlos.
Em outros trechos relevantes da gravação José Carlos afirma ter provas suficientes para incriminar Daura Hage, no caso Alepa, inclusive envolvendo um senador da República. Mas que ele (José Carlos) poderia calar-se caso os problemas com a JC Rodrigues fossem resolvidos, insinuando que precisa de muito dinheiro para inserir-se no mercado novamente.
Com isso, ficou caracterizado que havia uma clara intenção dos envolvidos em apagar vestígios do que tinham feito e escapar da justiça. “Diante do desenrolar da investigação, percebe-se que os representados agem ilicitamente na cooptação de testemunhas tentando prejudicar as investigações, colocando em risco a ordem social, futura instrução criminal e por conseqüência, aplicação da lei penal”, concluiu o juiz Pedro Sotero em sua decisão.

Fonte: Diário do Pará

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