quarta-feira, 15 de junho de 2011

Gualberto defende a criação do Estado de Carajás

Gualberto Neto: "contra fatos não existem argumentos"
“Temos algo em torno de 20 milhões todos os meses saindo dos municípios do entorno do lago para os cofres do Estado e a gente não vê esse dinheiro retornar em investimentos na Região. Isso é um outro fato importante.”

Grande entusiasta da criação do Estado do Carajás, o Ex-deputado Estadual e administrador Gualberto Neto me recebeu em seu escritório concedendo a entrevista que agora publico aqui no blog onde argumenta  a favor da divisão do Estado do Pará. A série de entrevistas que venho fazendo com personalidades do nosso município tem como objetivo incentivar o debate e esclarecer a população sobre o assunto, visto que  aproxima-se a hora da decisão, que será tomada em plebiscito.

"Eu sou a favor da divisão do Estado do Pará. É um assunto que divide opiniões e eu costumo dizer que contra fatos não existe argumentos. Quando dizem aqueles que não defendem a divisão que esta é para atender interesses de algumas pessoas, eu acho que isso não condiz com a realidade. Penso isso baseado nos fatos que irei colocar aqui e a população precisa estar esclarecida desses fatos.
O argumento que diz que se dividir o Pará o Estado vai ficar com uma área territorial muito pequena e que isso vai impedir seu desenvolvimento, seu o crescimento é mentira, conversa fiada. Se você olhar hoje a Região Sudeste do país, pegando os estados de São Paulo e Minas Gerais, vai ver que a área territorial deles corresponde apenas a 10% do território brasileiro, mas eles são responsáveis por mais de 50% do nosso PIB. No Pará acontece o contrário, pois ele é um dos maiores da federação, porém  contribui apenas com 5%.
Outra coisa que falam é que, com a divisão, o Pará vai perder a Vale do Rio Doce, a maior mineradora do mundo, as exportações e aquela coisa toda. Também é conversa fiada, pois um dos maiores arrecadadores de ICMS hoje é o grupo Yamada, que está localizado na capital. Se nós formos ver os municípios com maior produto interno bruto do Estado, vamos ter Belém e Ananindeua, Região Metropolitana. La também estão os maiores números correspondentes à geração de emprego.
Com a construção civil é a mesma coisa. O “bum” do crescimento e de investimentos na Construção civil também está na capital.
Agora a gente tem que olhar a nossa região. A maioria das pessoas que moram na capital, Região Metropolitana e Região Nordeste do Estado não conhece essa outra região aqui. Se quer sabe onde fica o município de Novo Repartimento, que é maior em área territorial que o Estado do Acre. Se quer conhece o município de Altamira, que é o maior do mundo. Muitos não sabem que a Usina Hidrelétrica de Tucuruí arrecada todos os meses para o Estado do Pará algo em torno de 16 milhões de reais só de ICMS. Muitos também desconhecem que mais de 4 milhões de reais são arrecadados só de royalties dos municípios do estorno do lago de Tucuruí em função da utilização dos recursos hídricos. Então temos algo em torno de 20 milhões todos os meses saindo dos municípios do entorno do lago para os cofres do Estado do Pará e a gente não vê esse dinheiro retornar em investimentos na Região. Isso é um outro fato importante.
Existem ainda algumas pessoas que dizem que os que defendem a divisão são invasores que vieram de outros Estados, imigrante, e que hoje querem dividir o Pará. Isso também não condiz com a realidade por que na verdade essas pessoas são desbravadoras. Eu fiz campanha em diversas regiões, principalmente aqui no Sul e Sudeste e dá pra perceber isso. Essas pessoas são realmente desbravadoras.
Se você for ali pela região de Redenção, Palestina do Pará, Xinguara, São Domingos, Brejo Grande, você vai ver uma quantidade enorme de tocantinenses e goianos que utilizam os serviços públicos de saúde, por exemplo, do Estado do Tocantins e de Goiás por que está mais próximo da região.
Então a questão da divisão do Estado tem todos esses detalhes que precisam ser analisados. E os fatos são esses, demonstram que a divisão em nada vai atrapalhar o Estado do Pará.
Outro fato importante são os exemplos, os modelos que aconteceram no Brasil, como o caso do Mato Grosso e do Tocantins, como também o caso de emancipações de municípios. Eu estive presente na inauguração da Comissão Pró Estado do Carajás no município de Goianésia e ouvi várias pessoas testemunhando o quanto foi importante praquele município ter se emancipado por que antes elas tinham que se dirigir para sedes de outros municípios pra resolver seus problemas. Agora não, fica tudo ali pertinho. Existe uma outra realidade, uma outra infra-estrutura mais próxima da população. Então ta comprovado que a emancipação de municípios é importante pra gerar desenvolvimento, pra gerar renda. É o caso de Breu Branco, de Novo Repartimento, que dependiam única e exclusivamente aqui de Tucuruí. Será que esses municípios retroagiram com a emancipação?
Agora é importante dizer, com todo respeito, que tem algumas pessoas que estão querendo usar indevidamente essa questão da divisão do Estado pra se capitalizar politicamente. Tem algumas pessoas que querem ser candidatas a prefeito e querem se destacar como grandes heróis e defensores do Estado do Pará. Agora nós vamos saber a importância da representatividade. Quem são aqueles políticos que realmente defendem a nossa região? Vão ser poucos que vão estar agora ao nosso lado, defendendo a criação do Estado de Carajás, e nós vamos acompanhar quem são eles. Inúmeros, e eu não quero citar nomes aqui, já estão se manifestando contra, mas não têm argumentos que me convença diante dos fatos que eu aqui coloquei."

8 comentários:

Anônimo disse...

 CRIAR ESTADOS NA REGIÃO NORTE É NACIONALIZAR A AMAZÔNIA COM INVESTIMENTOS, é a presença do poder público na Amazônia brasileira.

 Quero parabenizar , os senadores pela coragem de levantar um problema de segurança nacional e pensar em criar um pólo de desenvolvimento e segurança nacional. Essa região é absolutamente esquecida por nossas autoridades, um região onde vivem milhares de brasileiros que foram condenados ao isolamento e deixados em uma zona de fronteira sem a devida vigilância de fronteira. O desmando e a falta da presença do poder público nessa região fragilizada ao narcotrafico. Não se justifica em nosso país termos o Estado do Amazonas maior que muitos países vizinho ao Brasil, inclusive países da Europa e termos Estados pequenos como Alagoas e Sergipe.È preciso criar o Estado de Solimões para que essas cidades do extremo oeste do Amazonas sejam acolhidas com a presença do poder público. Assim como o Estado do Tapajós será uma realidade futura, o estado do Solimões também deve ter sua devida atenção.Basta vontade política para isso e confio na competência e articulação política que nossos deputados e senadores da amazonia darão força a este projeto criar o estado do Solimões e Rio Negro. Srs, levantem essa bandeira, crie o futuro do Brasil e dessa região.. Dê a oportunidade dos moradores dessa região decidir democraticamente em plebiscito e o desenvolvimento dessa região. É PRECISO PENSAR EM DIVIDIR O ESTADO DO AMAZONAS PARA CRIAR OS ESTADOS DO SOLIMÕES, COM CAPITAL TABATINGA E O ESTADO DO RIO NEGRO, COM CAPITAL TEFÉ.

Anônimo disse...

Pela Constituição federal , somente a região que tem interesse em se emancipar é que vota no plebiscito.

A senadora Marinor e o senador Flexa Ribeiro já estão articulando contra o plebiscito e quer que todo o Pará vote, inclusive quem mora em Belém.

Se os senadores Marinor e Flexa Ribeiro conseguirem mudar a legislação, dificilmente o povo de Tapajós e Carajás conseguirá se separar porque a população é menor nessa região.

Por isso cabe apelar aos senadores do Pará que estão a favor da emancipação.

A oportunidade é única de dividir o Pará, por isso é preciso lutar com todas as armas e não permitir que a Constituição seja mudada com emendas que favorece os contra.

Anônimo disse...

SOU BRASILEIRO E QUERO DENUNCIAR ISSO !!!!!

O Pará dos sonhos da elite de Belém

com muita propriedade, o Pará dos sonhos da elite da capital do Estado, que vai lutar até o sangue "dar no meio da canela", como diz o caboclo, para tentar impedir a criação dos Estados de Carajás e Tapajós.

São inimigos figadais de qualquer discussão sensata sobre a questão. São contra a divisão simplesmente por ser contra, e não querem nem saber de ouvir qualquer argumentação de quem mora no sul, sudeste e oeste do Pará. Querem manter, a qualquer custo, as benesses da concentração dos investimentos públicos no entorno da capital, e estão "se lixando" para o abandono em que vivem milhares de pessoas fora de Belém.

Algumas figuras já se destacam da boiada, entre tantas que compõem essa elite que nunca pisou um palmo fora da Região Metropolitana de Belém (RMB). Somente algumas: Zenaldo Coutinho (deputado federal do PSDB licenciado e atual chefe da Casa Civil do governo de Simão Jatene), Celso Sabino (deputado estadual do PR), Joaquim Passarinho (secretário de Estado de Obras Públicas) e toda a tropa da Associação Comercial do Pará (ACP) e da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa).

Chama a atenção de todos, o grande número de auxiliares diretos do governador Simão Jatene, que, pelos cargos que exercem (com a obrigação legal de governar todo o Pará e para todos os paraenses), deveriam estar dispostos a pelo menos ouvir as populações do sul-sudeste e oeste do Pará. Afinal, o governador precisa ser o grande juiz dessa causa, arbitrando com sabedoria e imparcialidade, até pela ruma de votos que o sul-sudeste e oeste paraenses depositaram nas urnas, em 2010, viabilizando a volta dele ao governo.

Outro fato que intriga é a presença do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS) em atos contrários aos interesses de Carajás e Tapajós. Outro dia mesmo, me conta um amigo, Jordy falava aqui na região e defendia o direito dos sul-paraenses de decidir o seu destino. Uma semana depois, com olhos grandes na direção da Prefeitura de Belém (à qual ele é pré-candidato), Arnaldo Jordy apareceu nas capas dos jornais da capital, misturado aos inimigos da divisão territorial do Pará. Assim é fácil: uma vela para Deus e outra para o diabo.

Sempre é bom lembrar que, depois das eleições municipais, vem nova eleição para a Câmara Federal. E os votos do sul-sudeste e oeste vão, de novo, valer muito para quem pretende continuar na carreira política.

Anônimo disse...

A oportunidade é unica, não podemos perder essa oportunidade e jogar fora séculos de luta.
Temos que nos mobilizar porque o tempo é curto e os inimigos estão se articulando contra o plebiscito. É agora ou nunca, se bobearmos o sonho pode acabar. NÃO PODEMOS PERMITIR QUE A POPULAÇÃO QUE VIVE NA REGIÃO DE BELÉM VOTE. ELES NÃO SÃO PARTE INTERESSADA COMO DIZ A CONSTITUIÇÃO FEDERAL, PELO CONTRÁRIO, ELES SÃO PARTE CONTRÁRIA E SÃO CONTRA. A POPULAÇÃO DE TAPAJÓS E CARAJÁS QUE É MINORIA, PORQUE ISSO SERIA GOLPE DOS POLÍTICOS DAR A CHANCE A MAIORIA VOTAR CONTRA O PROJETO. REPITO, A REGIÃO DE BELÉM NÃO É PARTE INTERESSADA.QUEM DEVE VOTAR É A REGIÃO OESTE E O SUDESTE, CASO CONTRÁRIO É GOLPE.

Jonas Costa disse...

Só uma pergunta ao senhor excelentíssimo ex deputado Gualberto Neto. Porque todo político fracassados ou madeireiros são a favor da criação do estado de Carajás, Carajás se foi criado vai ter de gasta 3,2 milhões para criação do estado e logo de cara vai te uma divida de quase 1,9 milhões por ano
Esses valores e uma base sendo pra mais ou pra menos

Anônimo disse...

Primeiro lugar quero parabenizar o ex deputado gualberto neto pela iniciativa. E não recue diante de comnetarios de pessoas ingnorantes que não sabe o que fala. Eu discordo do jonas não são só ex deputados ou madereiros estão a favor do estado de carajás. Eu pelo menos sou paraense aqui de agua azul do norte e sou a favor da divisão do estado. Porque aqui falta tudo para nós. Agora eu acho pessoal que este jonas deve ser algum almofadinha e filhinho de papai que tem de tudo que tem de tudo onde mora. Aqui no sul do Pará vimos varias pessoas que chegaram e desbravaram nossa região trazendo desenvolvimento para a nossa região.

Anônimo disse...

Esse Jonas deve ser algum belenese patriota que se acha dono do estado do Pará e que nunca viajou, nem adoeceu, nem p´receisa estudar, poius somos índios ou selvagens, enfim são v´[arios os codenomes que nos chamam. Sou de Santana do Araguaia e estamos a mais de 1200Km da capital Belém, aqui estamos esquecidos, nossa enmergia é de grupos geradores à diesel com racionamneto de energia não temos "faculdades" a ao ser à distancia pela UNITINS que tal o estado do Tocantins ajudando a formar cidadãos do Estado do Pará isso é uma vergonha não temos cursos do SENAI e nem SENAC. E somos afavor da divisão por não usufruir dos rolties de nosso estado e região e não ver o real desenvolvimento, não tem possibilidade de governo integrar essa região, pois a 400 anos estamos a deriva e sem governo de verdade. Portanto dia 11 de dezembro vote "SIM" a divisão dos estados de Tapajós e de Carajás!

Anônimo disse...

jonas, não e milhões é bilhões...