quarta-feira, 18 de maio de 2011

A não aprovação da Tribuna Livre, os soberbos e o exemplo de D. João VI

D. João VI ouvia o povo no ritual do Beija Mão
Quando D. João VI chegou ao Brasil em 1808, fugido da fúria de Napoleão, implantou na colônia, agora sede do Império Português, um ritual no mínimo inacreditável para aqueles que começam a se aventurar na leitura de nossa história política. O ritual do “Beija Mão” era um momento no qual o povo da colônia, inclusive os mais pobres, podia conversar diretamente com o rei e fazer suas reivindicações. O hábito foi mantido tanto por D. Pedro I quanto por D. Pedro II.
Literalmente com séculos de atraso político em relação ao monarca absolutista, os vereadores de Tucuruí rejeitaram na última sessão (16/05) um dos maiores projetos que já surgiram na Câmara desse município, o da Tribuna Livre, de autoria da vereadora Dra. Edileuza (PSC).
Pela proposta apresentada, o povo teria direito de, pelo menos em uma sessão por mês, usar a tribuna daquela casa para falar diretamente ao vereadores e consequentemente à toda sociedade, fazendo reivindicações e sugerindo ações aos seus parlamentares.
Ao justificar seu voto contrário, um vereador argumentou, sendo abonado por outros com um movimento “calanguial” de cabeça, que eles já haviam sido eleitos para representar o povo e que por esse motivo não haveria necessidade da Tribuna Livre. Que exemplo mais retumbante de soberba! Será que pretendem nossos parlamentares ser mais monarcas que o rei?
O fato de D. João receber o povo e o ouvir com atenção não lhe retirou a soberania, ao contrário, tornou-lhe muito mais querido pelos súditos brasileiros. Da mesma forma, ouvir o povo numa tribuna legislativa não tira a autoridade parlamentar dos vereadores nem suas prerrogativas de legislar. Ao contrário, contribuiria para novos e bons projetos que poderiam surgir naquela casa legislativa, como foi aquele rejeitado na segunda-feira.

9 comentários:

Anônimo disse...

Qual o medo dos vereadores? O povo não pode dizer o que pensa em sua própria casa? Os vereadores não respeitam a opinião daqueles que os elegeram? Essas perguntas ficam ecoando e se perdem no silêncio monstruoso de uma Câmara Municipal negligente e omissa.

Daniel disse...

Uma sessão vergonhosa para Tucuruí! Nas próximas eleições esteja certo de que os mesmos vereadores que votaram contra o projeto, vão bater no seu portão pedindo para que você os ouça. Vai ser à hora e o momento de dar o troco.

Anônimo disse...

Era um projeto muito interessanate, sobretudo para a democracia em nosso município. Infelizmente os vereadores Zé Gomes, Titonho, Bena Navegantes, Max, Tabaco e Chico Enfermeiro morrem de medo de conversar com o povo de Tucuruí. Mas, pode deixar, pois as eleições estão próximas e então será a nossa vez de calar a boca deles.

Anônimo disse...

dizem que estão realizando uma pesquisa eleitoral em Tucuruí e é a Prefeitura que esta fazendo. Já passaram no meu bairro, no Santa Mônica e Jardim Paraiso.

David disse...

Pelo que vi e ouvi na câmara, o vereador Tabaco continua sendo um parlamentar sem autonomia para votar de acordo com os princípios da ética e representatividade popular e que não quer a participação popular nos trabalhos da câmara. Quase ex vereador Tabaco, em breve vamos dar um belo cartão vermelho para você, igual ao que você recebeu em Cametá e teve que se mudar para Tucuruí.

Joana Lemos disse...

Professor Augusto, parabéns por registrar essa vergonha ocorrida no parlamento tucuruiense de uma forma tão elegante!

Anônimo disse...

Mais moço, quem não sabe ouvir, também não sabe falar e nem escrever.Em campanha falam lindas coisas, mas agora vemos a face da imcompetência.
"Os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio." Maquiavel

Anônimo disse...

Não se preocupem, no ano que vem eles vão houvir o povo, nem vai ser preciso ir até a Câmara para falar com o vereador, eles vão às suas casas...

Anônimo disse...

Camara: covil de bandidos.
Todos vao cair fora ano que vem.