sexta-feira, 6 de maio de 2011

Divisão do Pará em três Estados tem longo caminho pela frente, dizem deputados


Deputados estaduais paraenses dizem que a proposta sobre a divisão do Pará em três Estados depende ainda de muitos debates e consultas. A Câmara aprovou nesta quinta-feira (05) em Brasília a realização de plebiscito sobre a criação apenas do Estado do Carajás, não mencionando o plebiscito para Tapajós.
Autor de um projeto semelhante em 1992, reapresentado em 2007, o deputado Giovanni Queiroz (PDT) informou ao UOL Notícias que ainda não está definido se a consulta popular será apenas nos possíveis novos Estados ou em todo o Pará.
Os deputados não chegaram a um consenso se vale o artigo constitucional em prol da consulta só em Carajás ou se é preciso cumprir a lei complementar 9.607, que manda ouvir toda a população paraense.
Segundo o pedetista, se o Senado promulgar a lei, será criada uma frente parlamentar para, primeiro, consultar o TSE e, depois de definida a abrangência da pesquisa, organizar a campanha pró e contra no rádio e televisão.
Queiroz estima que o impasse seja resolvido em até trinta dias, mas o deputado Zé Geraldo (PT) afirma que o assunto não se encerra aí. Antes de colocar a campanha na rua, será preciso aprovar a consulta também sobre a criação do Tapajós, diz.
Segundo Zé Geraldo, se o Senado não aprovar a realização do plebiscito já aprovado pela Câmara sobre o Tapajós, nenhum dos dois será realizado porque o projeto versa sobre os dois novos Estados.
A previsão do petista é de que nada seja definido este ano. A justificativa é que o quórum da Câmara durante a aprovação foi baixo e desfalcado de representantes de Estados que podem inviabilizar as propostas.
Zé Geraldo diz que a divisão sempre esteve permeada de debate político e agora não é diferente. No Senado, por exemplo, Estados do sul podem não aceitar que a Amazônia ganhe mais três senadores a cada novo Estado criado, sustenta.
“No Senado não será tão simples”, afirmou ele, que conduziu a votação do PT em favor do plebiscito, embora acredite que o debate sobre a nova divisão territorial do Pará ainda seja superficial.
“É lógico que os políticos que estão na região emancipatória são favoráveis à divisão, e os que estão na que perderá território são contrários. É claro que há falta de infraestrutura nos municípios, mas não podemos dizer que a separação é benéfica ou maléfica. O debate não foi aprofundado”, disse Zé Geraldo.
Queiroz sustenta que os problemas enfrentados pelo sudeste e oeste do Pará para acessar os serviços públicos, por si só, justificam a separação. Mas há também o exemplo de Tocantins, criado a partir de Goiás.
De acordo com Queiroz, os custos com a criação de infraestrutura para os novos legislativos, Judiciário e Executivo valerão a pena pela proximidade a ser estabelecida com a população. E a economia, diz, tende a crescer.

Sandra Rocha
Especial para o UOL Notícias
Em Belém

7 comentários:

Anônimo disse...

O melhor seria um plebiscito para toda a população e não apenas da região pretendida, o projeto de criação do Carajás é bastante antigo e as justificativas são significativas, mesmo assim ainda tem muito indecisos, até porque além dos fatores econômicos existe também a questão cultural que é pouco mencionada, mas que pesa muito no emotivo das pessoas num momento como esse, sobre os aspectos específicos da educação e da saúde, as coisas aqui por essas bandas não são boas, mas vendo noticiário lá das bandas de Belém o negócio também não tá nada bom. O ideal seria que em vez de uma divisão houvesse uma conscientização quanto à prática correta da aplicação dos recursos e não esse absurdo de corrupção em que a gente vive.

ANA PASTANA disse...

Eu sou de Tucuruí e é um absurdo que queiram dividir nosso estado do Pará! O que tem acabar são os eleitores que não sabem votar e nem cobrar dos politicos em que votam, duvido se tivessemos uma bancada que realmente quisesse que nossa região fosse desenvolvida deixariam a nossa região ficar do jeito que estar!!! LEVANTEM-SE BRASILEIROS E EXIJAM QUE OS NOSSOS GOVERNANTES SEJAM HONESTOS E LUTEM POR NOSSA REGIÃO!!! CHEGA DE ALIMENTAR MAIS POLITICOS!! ESTE CÂNCER DA DEMOCRACIA!! ESTE MAL NECESSÁRIO!

Anônimo disse...

O QUE VAI OCORRER É UMA EMANCIPAÇÃO E NÃO UMA SEPARAÇÃO..

O ser humano é muito egoísta, Pará, Tapajós e Carajás nunca vão se separar por questões geográficas. O que essa população que vive em situação miserável só deseja é se emancipar e construir um bem estar melhor, mais conforto, melhorias, infra estrutura, enfim um padrão de vida melhor. Todos irão crescer, o futuro Pará terá um PIB maior que os outros dois juntos. Não dá para ter uma região metropolitana de Belém desenvolvida e uma imensidão de território vivendo na miséria. Isso é egoísmo e ganância em detrimento do seu vizinho.
Viva o futuro Estado do Pará, Tapajós e Carajás em prol de um Brasil melhor. Todos tem o direito de melhores condições de vida e a emancipação vai beneficiar a todos. Foi melhor para Goias e Mato Grosso e será melhor para desenvolver o Pará. Eu, friamente quero um país melhor e o melhor para essa região, é a emancipação dessa região. Por isso digo SIM. TAPAJÓS E CARAJÁS DEVEM SE EMANCIPAR, para acabar com o desmando e abandono dessa região. O povo já está cansado de sofrer, falta tudo nessa região, professores, médicos, falta a presença do poder público. Triste região, "Terra de Ninguém" e velho oeste brasileiro.

Anônimo disse...

TAPAJÓS E CARAJÁS DEVEM SER EMANCIPADOS.
SERÁ BOM PARA O PARÁ, SERÁ BOM PARA O BRASIL.

“A criação dos estados do Tapajós e Carajás é o maior projeto de desenvolvimento econômico do País que se discute hoje, temos que levar em conta os benefícios da região Norte e da Segurança nacional da Amazônia, acredito que esta estratégia que os municípios estão articulando, tem que ser feita urgentemente já que o nosso tempo é de seis meses, para a realização do plebiscito”,

Anônimo disse...

ACORDA MEU POVO!!!!!!!!!



Estas mesquinharias de nosso oeste que dificultarão e embaraçam a unificação das forças

políticas para o grande embate do momento, que é o plebiscito pela criação dos Estados do Tapajós e Carajás.

Na capital os “contra” estão se unindo e questões do tipo como divergências políticas ou

partidárias estão sendo deixadas de lado, tanto assim que vejo aqui na capital todos juntos

PSOL,PSDB,O LIBERAL, DIARIO DO PARÁ, OS CHAMADOS INTELECTUAIS e formadores de opinião,

todos com profundas divergências ideológicas, mas estão relevando as diferenças e deixando para

depois, em 2012 os debates para eleições municipais e todos se reunindo, se articulando, formando

discurso único e comitês , enquanto por Santarém, principal

cidade , as discussões são besteiras insignificantes que não contribuem , mas só atrapalham o

movimento, como do tipo onde será a capital do Tapajos, quem será o Prefeito de Santarém. Ora,

burrice, isto é secundário no atual momento.

Enquanto isto, nesta Belém, ocorrem os debates sobre a divisão do Estado do Pará, formação

de frente pela manutenção da integridade territorial do Pará e os nossos lideres nossos dai não

aparecem, deixam campo aberto contra nós.

O que precisamos fazer é nos articular em um mesmo discurso pela EMANCIPAÇÃO ,

precisamos usar a cabeça que não é de enfeite. O importante é defendermos a tese de

que a emancipação do Carajás e Tapajós e do Carajás também é benéfica para o

Pará remanescente, que, com um território e uma população menor,

poderá assistir melhor os paraenses. Ganharemos todos.

Professor Gadomski disse...

Professor Augusto. Vejo que por trás dessa proposta há muita politicagem. Escrevi em meu blog algo sobre essa possível divisão do Pará, convido você a conferir e seguir. http://professorgadomski.blogspot.com

Anônimo disse...

sou policial militar,trabalho em belem,mas sou do sul do pará.sou afavor da criação dos 2 Estados.eu ganho uma miséria de salário,e olhe para os professores tendo que se humilhar pra ganhar uma mincharia.olhem nossas estradas do interior sul e oeste.peço aos meus amigos militares de belém que vote em prol a criação dos Estados.vcs estarão ajudando um povo sofredor.