quarta-feira, 20 de abril de 2011

PCCR dos professores: veja o que perdemos

A cronologia dos fatos

O dia 11 de abril entrou para a história da educação de Tucuruí como o dia da desvalorização do professor. Numa sessão tumultuada, a Câmara de Vereadores aprovou a proposta de Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCR) apresentada pela administração municipal em substituição à proposta feita pela categoria, que acumulava discussões de anos.
A proposta levada à CMT pelo prefeito Sancler Ferreira não agradou a categoria que numa tentativa de garantir um Plano que valorizasse o ensino formulou 122 emendas, apresentadas pelo vereador Tom Bonfim (PT), todas elas rejeitadas, primeiramente pelo parecer do relator, vereador Bena Navegantes (PP), e posteriormente pela bancada sanclerista, em plenário.
A rejeição das emendas gerou a revolta da categoria, que começou ainda naquela sessão, quando membros da direção do Sintepp “bateram boca” com o vereador Bena e demais integrantes da bancada governista. Posteriormente o sindicato fez uma nota de repúdio, que foi distribuída nas escolas, intitulada “vereadores judas da educação”. as rádios da cidade também receberam a categoria, que falou sobre o caso.

PCCR volta a ser discutido em Assembleia

Educadores discutem os prejuizos do PCCR aprovado na Câmara
Ontem mais uma vez os professores reuniram-se em Assembléia onde o PCCR foi ponto de pauta. Um quadro mais detalhado foi apresentado pela professora Nívea Ferreira mostrando os prejuízos trazidos pela aprovação do PCCR do prefeito, que já está sendo chamado de Plano de Desvalorização da Educação”. Veja agora o que perdemos com rejeição do PCCR da categoria e das emendas:
  • Progressão horizontal e vertical não são princípios básicos da carreira;
  • Fim da promoção por aperfeiçoamento (classes);
  • Redução da progressão horizontal, de 3% para 1%;
  • Aumento da jornada de trabalho do professor docente
  • Fim do processo avaliativo interno;
  • Confundem remuneração e piso;
  • Gratificações não contemplam orientador e administrador escolar;
  • Fim da dedicação exclusiva;
  • Fim da gratificação de classes multiseriadas;
  • Redução da gratificação pelo exercício de direção;
  • Fim da licença para estudos;
  • Concurso público (professor suporte pedagógico);
  • Retirou a garantia ao profissional de que não sofrerá nenhum prejuízo financeiro.

2 comentários:

Anônimo disse...

Não seria possível denunciar essa situação junto ao Ministério da Educação! Será que a Justiça não poderia intervir de algua forma nesse disparate de perdas?

Anônimo disse...

o mais grave dessa situação toda é que tem vereador utilizando o momento de desepero da categoria para uso político, numa tentativa descabida de reeleição. É muito triste!!!!!!