sexta-feira, 18 de março de 2011

Visita de Obama: americanos de olho no Pré-sal

Americanos tentando convencer os iraquianos a aderirem à democracia. Será?
Os ianques sentiram o cheiro do petróleo do pré-sal. Esse é o principal motivo da visita do presidente norte americano, Barack Obama, ao Brasil no próximo final de semana. Eles vêm parece vampiro no rastro do sangue. Por falar em sangue, é exatamente isso que fica quando os EUA se interessam pelo petróleo alheio. Que o digam os povos do oriente médio, que não têm sossego com as inúmeras intervenções na região, onde a mais ousada foi a criação do Estado de Israel, em 1948.
Aqui na nossa pacífica América do Sul, planejam uma base militar na Colômbia para provocar a Venezuela de Chaves, uma das maiores produtoras de petróleo do mundo e membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Isso, diga-se de passagem, vem tirando o sossego do Itamarati.
Não é à toa que depois de descoberto o Pré-sal, o Brasil resolveu incrementar seu arsenal bélico comprando os caças franceses. Não quero aqui fazer ode à guerra, mas é fato que precisamos nos defender da cobiça estrangeira e, nesse caso, a aquisição dos cassas, englobando nesse pacote a transferência de tecnologia, é essencial.
Enquanto os colonizados entram em euforia com a visita do imperador, os movimentos sociais preparam um grande protesto contra a presença de Obama no Brasil. Para evitar constrangimentos, o presidente norte americano foi aconselhado a cancelar o discurso que faria para seus súditos na Cinelândia, em plena praça pública, no Rio de Janeiro. Outros protestos estão sendo organizados em Brasília e outras localidades por onde passará. Ao que tudo indica, o passeio de Obama não será um mar de rosas.

Um comentário:

jhuliannasamy_@hotmail.com disse...

Muito bem Profº Guto pela sua contribuição crítica em relação à vinda do presidente Barack Obama ao Brasil, principalmente, mencionando a atuação dos movimentos sociais. O brasileiro precisa ficar esperto com os interesses dos imperialistas norte-americanos. Afinal a presença do presidente não é nenhuma generosidade, pois os Estados Unidos necessitam do mercado brasileiro. MRosa