terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Debandada no Sintepp

Não foi surpresa a notícia de que dois dirigentes do Sintepp Tucuruí deixaram a diretoria na semana passada. Taís e Alain Lima vinham, há muito, demonstrando insatisfações com a nova diretoria eleita, em chapa única, no final de 2010.
Sobre o Assunto conversei com o um dos coordenadores gerais, Roney Vasconcelos, que considerou coerente a decisão dos dois. Segundo ele, as “picuinhas” só estavam atrapalhando uma diretoria recém eleita que precisa se organizar tendo em vista as grandes batalhas que vem pela frente.
Conversas “extra oficias” que tive com gente inteirada no assunto dão conta de que a lua de mel chegou ao fim no momento em que entrou em discussão a liberação de alguns dirigentes para se dedicarem em tempo integral à entidade, o que o professor Alain lima confirma.
Para Alain a direção do Sintepp-Tucuruí perdeu a credibilidade, pois não representa os professores que trabalham com turmas de 5ª a 8ª séries nem os do ensino médio. Em reunião interna da diretoria ficou decidido que as cinco liberações ficariam com os professores Genaldo, Socorro Lira, Roney, Keliane e Mauro. Todos trabalham com 1ª à 4ª séries. Mauro desistiu da liberação, pois também faz parte da direção da ASERT e não teria tempo para se dedicar integralmente à entidade. “Foi quando tentaram concertar o erro colocando na vaga do Mauro o Gleberson, que é o único que representa os professores de 5ª a 8ª e também o ensino médio, mas aí já era tarde. Decidimos sair”, disse.
Alain criticou ainda as intervenções do vereador Tom (PT), que também faz parte da diretoria. Segundo Alain, o vereador é o mentor de todas as “manobras” dentro da direção e é inclusive o responsável pelo PCCR que tramita na Câmara Municipal e que não contemplaria os professores de 5ª a 8ª séries. "Eles (a direção) fazem de tudo pra beneficiar o pessoal de 1ª a 4ª séries em detrimento da gente (de 5ª a 8ª), tanto que priorizaram ano passado a aprovação do PCCR e por isso não tivemos aumento salarial”, criticou.
Além dos dois diretores, outros professores também pediram desfiliação da entidade, como a Núbia Marília e o Junatas. Ainda segundo Alain, só na escola Plácido de Castro, onde trabalha,  foram dez desfiliações.

O vereador Tom responde às acusações

O vereador Tom respondeu às acusações dizendo que existe um sentimento rancoroso por parte de um grupo e que não concorda com o que foi dito. “As decisões do Sintepp são soberanas e tomadas pela maioria da sua direção. O que acontece é que existe uma disputa por liberação a qualquer custo”, disse o vereador. “Eu gostaria que eles continuassem na direção e colocassem isso lá dentro e não ficassem queimando a gente em conversa de boteco ou em outro lugar qualquer. Sou a favor do debate e do diálogo, mas se achar que o negócio cambou para o lado da ofensa pessoal vou tomar providencias”, completou.
Tom disse ainda que sempre teve uma boa amizade com o professor Alain e que acredita que ele está servindo como instrumento para o ódio dos outros.

Nota: Tentei contato com os demais citados nessa postagem, porém não obtive sucesso. Fica então aberto o espaço para discutir o assunto, bastando entrar em contato por e-mail ou por telefone.

4 comentários:

Anônimo disse...

É fato que Alaim e Taís se afastaram do sintepp,isso por vontade própria, talvez por que não tem uma visão de politica sindical. A senhora Tais era FG do governo Claudio furmam e quando saiu, resolveu misteriosamente virar sindicalista. Interessante, não? o fato é que se o claudio voltar de que lado ela estará? Do lado dos trabalhadores ou do patrão como acontece no sinsmut.O alain é pelego tem medo de enfrentamento, Gela na hora da luta. É interessante analizar se este afastamento não foi providencial para o fortalecimento da luta.

Anônimo disse...

O fato é que independedentemente dos conflitos internos, motivadas inclusive por divergências partidárias, o Sintepp precisa urgentemente fazer o seu papel que é representar a classe,motivando a união e valorização dos trabalhadores da educação e desta forma fortalecendo a educação como um todo. Problemas desse tipo sejam lá quais forem suas justificativas, quando vêm à tona, dão sempre a impressão de que o que menos importa é o professor e a educação, e são essas impressões que tornam a instituição cada vez mais desacreditada e consequentemente deixam a classe enfraquecida.
Precisamos mesmo achar normal ouvir falar do Sintepp sobre problemas deste tipo ou somente pra (des)organizar greve por melhores salários ou pra fazer uma comemoração mixuruca do dia dos professores. Será que as ações do sindicato que representa os trabalhadores da educação se limitam a isso? Não lembro realmente dos membros da atual composição do Sintepp (e até mesmo da antiga) terem ido às escolas antes ou depois de eleitos, conversarem com os próprios professores para saber quais seriam suas principais reivindicações e necessidades, as propostas já estavam prontas e professor filiado até por não ter outra opção de chapa aceitou.

Anônimo disse...

Seja pelego ou sem visão política uma coisa, é certa essa eleição do Sintep foi uma farsa, essa diretoria é massa de manobra de quem todos sabem. E sobre a falta de representatividade é fato o sintep nunca brigou pelos profissionais com nível superior, parabéns Guto pela matéria!!

Anônimo disse...

(concluindo)
Em se tratando de sindicato a política é necessária sim, o que não se pode é confundir política com partidarismo e deixar que isto se sobreponha aos interesses da classe. Talvez situações como estas sejam mesmo muito oportunas, não pra beneficiar este ou aquele segmento de ensino e muito menos definir o comando de um determinado vereador ou partido, mas pra proporcionar a reflexão e pricipalmente uma mudança de prática por partido do Sintepp no sentido de fazer com que seja cumprido de fato seu papel enquanto sindicato dos trabalhadores da educação.