sábado, 30 de janeiro de 2010

Cutucando a ferida


Chega ao fim mais um ano letivo e muitas reflexões ressurgem na cabeça dos profissionais da educação. Ao olhar os mapas de notas vemos com mais nitidez (caso não haja maquiagem nos números) o desastre que é a educação no Brasil. As reflexões surgem em várias direções e uma delas é justamente aquela que indaga: quem é o responsável por isso?.
Nas últimas duas décadas presenciamos um importante processo de democratização da educação com o aumento considerável do número de vagas. O país reduziu drasticamente o número de crianças fora da escola, a seleção de acesso ao ensino médio foi abolida e multiplicou-se o número de escolas e faculdades particulares, porém a qualidade do ensino despencou.
Salas lotadas, falta de recursos didáticos, baixos salários, desestimulo por parte dos alunos e ausência da família corroboram com um sistema educacional viciado que visa obter um elevado índice de aprovação baseado em facilitações do processo avaliativo e outros truques pedagógicos, como aprovação automática, sistema de dependência e média abaixo da média.
O resultado de tudo isso é que grande parte dos alunos que concluem o ensino médio sofre de algum grau de analfabetismo. Muitos são semi-analfabetos mesmo, incapazes de fazer uma “prova de responder”, como dizem. Não conseguem articular algumas palavras para compor uma frase escrita, quanto mais um texto? O raciocínio lógico parece inimigo das letras. Mais fácil seria uma “prova de marcar”, já que a única letra exigida seria o “X”, aquela mesma que muitos brasileiros ainda usam solitária na assinatura de um documento. Poucos percebem, mas isso é deprimente.
Conseguimos democratizar o acesso e agora temos que correr atrás da qualidade, pois uma é inútil sem a outra para um país que pretende erradicar a miséria e se tornar a quinta maior potência mundial na próxima década.
A verdade é que o sistema educacional no Brasil precisa melhorar muito e essa é uma ferida que está aberta e que todo mundo tem receio de mexer.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Finalmente Avatar em Tucuruí

Não seja por isso! Quem estava esperando ansiosamente a estréia do filme recorde de bilheteria, Avatar, do diretor James Cameron, já pode correr para o Moviecom Tucuruí e conferir. Eu não esperei, assisti em Belém no início de janeiro. Poxa, como as coisas demoram a chegar por aqui! Pena que não teremos o prazer de assisti-lo em 3D. Isso nem na capital.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Passa moleque

Ei você que é canhoto! Nem vem que não tem, o Pará é a terra de direitos. Quer passar de ano sem fazer esforço? É só ir para o CDC, mas se não quiser gastar dinheirinho vá para o RRS que no final do ano tem cinco pontinhos “di grátis”. É um bom empurrão, um passa moleque. Tudo ecologicamente correto. Caraca meu!!! Agora eu entendi a manchete do Amazônia do dia 15 de dezembro passado: “UEPA elimina mais de 80% (...) apenas 18,5% alcançam pontuação mínima exigida”.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mistura do capeta


Vocês já ouviram falar da mais nova novidade? A mistura de álcool na gasolina vai diminuir. Mas quem é que determina isso? Quem controla mesmo não são os falsificadores? E a mistura de solvente, será que vai diminuir também?
Por falar em álcool, não pára de dar notícia na televisão sobre motorista bêbado que causa acidente. O último que eu vi parece que tinha o fígado “totalflex”. O cara misturou caipirinha com cerveja e uísque escocês fabricado no Paraguai. Era uma verdadeira bomba. Nem pro cara explodir antes de pegar no volante!
E eu estou impressionado. Nunca vi uma cidade com tanto salão de beleza como Tucuruí. Em cada esquina tem um e a cada dia abrem outros. Como explicar então tanta gente feia circulando por aí? Só mesmo tomando uma cachaça pra encarar. Sendo assim eu apóio os bebuns. Calma... é claro que é brincadeira!!! Tucuruí é a terra da mulher bonita, mas é dos cabras feios também.
Cachaça me lembra de forró. Eu não agüento mais ouvir os “neoforrozeiros”. Tem um vizinho meu que não cansa de ouvir essa porcaria. Acho que vou dar um presente pra ele. Quem sabe assim não começamos o ano em paz. Tô em dúvida se dou um fone de ouvido ou um CD de música. O que vocês acham?
Se eu fosse mulher aí é que eu não ouviria forró. Mulher não vale nada na boca de forrozeiro. Aliás, forrozeiro não conhece mulher e sim rapariga no pior sentido da palavra.
Assim não dá! Acho que eu vou aumentar a mistura de álcool no meu sangue.