segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Empresa pública tem que investir em escola pública

Está todo mundo se perguntando o que vai acontecer primeiro: O Rui Barbosa vai desabar ou a nova direção eleita vai tomar posse? Façam suas apostas. Pelo andar da carruagem eu fico com a primeira opção.
Mesmo com o perigo iminente de ir tudo por água abaixo, a escola Rui Barbosa continua sendo sem. Eu não errei não, é “SEM” mesmo: sem carteira escolar, sem mesa para os professores, sem ventilador, sem iluminação, sem segurança e agora sem água e sem aula. 
Recentemente uma festinha organizada pelos alunos e professores garantiu um dinheiro pra comprar papel para a secretaria e material de limpeza. Se isso não acontecesse a escola iria fechar. Acabou fechando.
Há muito tempo a escola clama por uma reforma, mas a Eletronorte e a Seduc não ouvem o clamor da comunidade. Acho que também não lêem os inúmeros ofícios. Vamos tentar linguagem dos sinais?
A Eletronorte, particularmente, deveria investir e transformar o Rui Barbosa numa escola modelo, provando, dessa forma, que a hidrelétrica não traz apenas impacto ambiental, mas é capaz de trazer também impactos sociais positivos. Até agora o que a estatal fez de mais “relevante” em relação à educação foi um convênio com uma escola particular, garantindo assim uma suposta qualidade de educação aos filhos de seus funcionários. Eu não sei não, mas tenho a impressão que empresa pública deveria investir na escola pública. O resultado é esse: a referida escola particular expande-se enquanto que a pública ameaça desabar.

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