sábado, 23 de maio de 2009

Educadores suspendem paralisação após promessas

Os profissionais da educação do município de Tucuruí resolveram, em assembléia na tarde ontem, suspender a paralisação, que já durava três dias. A decisão aconteceu após audiência com o prefeito Sancler Ferreira, que manteve a proposta do executivo de aumento de no máximo 8%, além de abrir as contas para uma comissão da qual fará parte representantes do Sintepp e do Sismut. O prefeito também prometeu fazer um novo reajuste assim que aumentar a arrecadação municipal.
Para justificar sua proposta, o prefeito citou várias dívidas herdadas da administração passada, como a que assumiu junto ao INSS, no valor de 94 milhões de reais. Ele também argumentou que, apesar disso, os salários estão sendo pagos em dia e a cidade está em obras.
Uma nova assembléia foi marcada para segunda-feira (25 de maio) às 18:00 h. no Salão São José, quando a categoria decidirá se aceita ou não a proposta. Segundo afirmou a direção do Sintepp, os trabalhadores da educação não estavam em greve e sim paralisados. A decisão de entrar em greve ou não será tomada na segunda-feira.

Sancler na cova dos leões

Apesar da atitude corajosa de encarar os trabalhadores numa assembléia de discussão de data-base e da argumentação desenvolta, o prefeito Sancler Ferreira não convenceu a categoria, que após sua saída, continuou clamando por um reajuste significativo.
Sancler falou durante mais ou menos trinta minutos e depois saiu às pressas, pois, segundo ele, já tinha um compromisso.
Também aumentou o descontentamento o fato do prefeito ter saído sem dar uma palavra sobre as denúncias da categoria contra a secretária de educação. O prefeito prometeu participar de outra reunião para tratar deste e outros assuntos referentes à educação no município. Na saida teve que ouvir os gritos de "fora a secretária!".

Categoria pede a cabeça da secretária de educação

Segundo denúncias de professores e outros profissionais, a secretária municipal de educação vem agindo de forma não muito respeitosa com os trabalhadores. Dentre as principais denúncias estão ameaças, perseguição e assédio moral. Um abaixo assinado foi lido formalmente na assembléia e em seguida liberado para assinatura dos presentes. O documento pede a imediata exoneração da secretária.

Sancler desmente presidente do Sismut em público

Um certo tumulto tomou conta da Assembléia dos educadores na tarde ontem. Segundo a presidente do Sismut, Marilene, o prefeito teria dito a ela que só compareceria à assembléia se as perguntas fossem feitas por escrito e as faixas que contestavam sua administração fossem retiradas. Mostrando interesse em ouvir o gestor municipal a categoria, mesmo a contra-gosto, acatou o pedido.
A surpresa veio quando o prefeito começou a falar: “primeiramente eu queria esclarecer que não fiz nenhum tipo de exigência para estar aqui”. A presidente do Sismut é conhecida pela sua atuação “pelega” no comando do sindicato dos servidores públicos municipais. Na assembléia do dia anterior a presidente cometeu outra gafe: disse que era “burrice” fazer manifestação na frente da prefeitura. Muita gente se sentiu ofendida.

Um comentário:

Anônimo disse...

Falta de respeito social" e "baixos salários" contribui para o declínio da profissão.E isso é bem contudente aqui em Tucuruí, onde parece que os educadores já se acostumaram e aceitaram tal situação, pois é uma menoria que ainda reluta em acreditar que essa situação ainda pode se reverter.Enquanto a postura da presidenta do SISMUT, NINGUÉM MERECE!!!!Mas penso que o ocorrido tava combinado.(as exigências)Um abraço a todos que acham que o nosso salário está imcompativel com a carreira e com as responsabilidades que dela vem,e pra quem pensa que assédio moral é crime e que respeito é bom e todo mundo gosta!!!