quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O evento do século

Não dá nem pra acreditar, mas o evento do século acontece em Tucuruí: são as insuportáveis comemorações de aniversário do Supernorte. Égua, ninguém agüenta mais! Elas já duram uns três meses. E aquele grupo de forró que toca quase todos os dias na frente do supermercado? Era o que tinha de melhor em Tucuruí, mas agora já está dando nos nervos. Eu que não perdia uma sexta-feira na Casa do Pão só pra apreciar a bandinha agora não quero nem saber de forró.
E a música preferida da banda é aquela do Luís Gonzaga que diz “... é macaxeira, milho verde, arroz e feijão ...”. Será que é um estímulo ao consumo? Acontece que essa música não me sai mais da cabeça. No carro, em casa e até no trabalho eu fico cantando a toda hora. Outro dia fui ao restaurante daquele supermercado com a música na cabeça e, inconscientemente, o que coloco no meu prato? Macaxeira, milho verde, arroz e feijão.
Ah, por falar nisso, eu recomendo que quando vocês forem ao Supernorte não deixem nada no guarda volumes. Não que o pessoal não cuide direitinho, é que a ficha que te dão é tão grande que é melhor levar o teu bagulho na mão.
Bem, espero que essa comemoração acabe antes do final do ano, até por que eu estou de olho naquelas TV’s de LCD que serão sorteadas. Acho que eu mereço uma.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Pérolas históricas

Como disse alguém: seria trágico se não fosse cômico, ou vice-versa. Nas muitas provas, testes e debates que tenho feito nas salas-de-aula, tenho presenciado algumas pérolas que os alunos soltam e que eu realmente não sei de onde saíram. Juro que eu não ensinei nada disso que vou narrar pra vocês.

Hoje passei um teste e uma das questões pedia: “Cite duas formas de resistência do negro à escravidão no Brasil”. Um dos alunos respondeu de forma surpreendente: “eles resistiam através de formas pacíficas de violência”. Pode? Vou pedir minha exoneração!

Outro dia pedi pra fazer uma redação onde o aluno deveria criar uma situação que acontecesse na Europa Feudal. Um dos alunos começou assim: “era uma vez um homem chamado Idade média (...)”. Não é possível! Eu juro que não falei isso na sala de aula. E ele continuou: “(...) este homem morava num lugar chamado Feudalismo ...”. Aí não dá pra agüentar.

No EJA (Educação de Jovens e Adultos) fiz a seguinte pergunta num exercício: “qual grupo social dominava a política no segundo reinado?”. Vários alunos apareceram com a resposta: “os barões”. Eu poderia até considerar certo, mas queria mais precisão na resposta. Então mandei refazer, porém antes dei uma dica: “será que era qualquer barão? Será que não era um barão especifico? ”Eu queria como resposta “Barões do Café”. Uma aluna disse: “professor, captei sua mensagem. Agora eu vou fazer direitinho”. Ela veio então com a resposta: “o grupo social que dominava a política no segundo reinado era os BARÕES ESPECIFICOS”. Melhor ter deixado como estava.